terça-feira, 29 de setembro de 2009

Como ser um doador de órgãos?

Fonte: Diário da Saúde

Campanha para doação de órgãos

O Ministério da Saúde lançou uma campanha nacional para incentivar a doação de órgãos para transplante. Pesquisas de opinião apontam que 60% da população brasileira se diz doadora. No entanto, o número de doadores efetivos no país é de 8,6 para cada um milhão de habitantes. Na Espanha, esse número chega a 36 por um milhão de habitantes.

Com o slogan A Vida é Feita de Conversas. Basta uma para Salvar Vidas, a campanha pretende informar a população sobre o que é necessário para manifestar a vontade de ser um doador.

Confira algumas informações sobre a doação de órgãos:

O que é preciso para ser um doador?

Para ser doador, no Brasil, não é preciso deixar nada por escrito, em nenhum documento. Muitas pessoas acham que é preciso registrar a opção de doador de órgãos na carteira de motorista, mas isso não é mais necessário. Basta conversar com a família sobre seu desejo de ser doador. A doação de órgãos só acontecerá após autorização familiar.

Quais os tipos de doador?

Doador vivo: qualquer pessoa saudável que concorde com a doação, desde que não prejudique sua própria saúde. O doador vivo pode doar um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea e parte do pulmão. Pela lei, parentes até quarto grau e cônjuges podem ser doadores; não parentes, somente com autorização judicial.

Doador falecido são pacientes com morte encefálica, geralmente vítimas de catástrofes cerebrais, como traumatismo craniano ou AVC (derrame cerebral).

Quais órgãos e tecidos podem ser obtidos de um doador falecido?

Coração, pulmões, fígado, pâncreas, intestino, rins, córnea, veias, ossos e tendões. Portanto, um único doador pode salvar inúmeras vidas. A retirada dos órgãos é realizada em centro cirúrgico, como qualquer outra cirurgia.

Para quem vão os órgãos?

Os órgãos doados vão para pacientes que necessitam de um transplante e estão aguardando em lista única, definida pela Central de Transplantes da Secretaria de Saúde de cada estado e controlada pelo Sistema Nacional de Transplantes.

É possível ter certeza do diagnóstico de morte encefálica?

Sim. O diagnóstico de morte encefálica é regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina. Dois médicos de diferentes áreas examinam o paciente, sempre com a comprovação de um exame complementar, que é interpretado por um terceiro médico. Não existe dúvida quanto ao diagnóstico.

Após a doação o corpo do doador fica deformado?

Não. A retirada dos órgãos é uma cirurgia como qualquer outra e o doador poderá ser velado normalmente.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Camada de ozônio começa a se recuperar

Fonte: Site Inovação Tecnológica

Tendência positiva

Ao compilar e analisar dados atmosféricos obtidos por satélites em mais de uma década, pesquisadores europeus chegaram a uma boa notícia para a camada de ozônio que protege o planeta.

"Verificamos uma tendência global positiva, de um leve aumento de cerca de 1% por década na quantidade total de ozônio, a partir de dados dos últimos 20 anos. O resultado foi confirmado por comparações com medidas feitas em estações em terra", disse Diego Loyola, do Centro Aeroespacial Alemão, que trabalhou no estudo com colegas de outras instituições europeias.

Os pesquisadores reuniram dados mensais do total de ozônio obtidos por instrumentos a bordo dos satélites ERS-2 e Envisat, da Agência Espacial Europeia, e do MetOp-A, da Organização Europeia de Satélites Meteorológicos.

O que é a camada de ozônio?

A camada de ozônio, localizada a cerca de 25 quilômetros da superfície da Terra, principalmente na estratosfera, atua como uma barreira protetora ao filtrar a luz solar e proteger os habitantes do planeta dos raios ultravioleta. A diminuição na camada, tendência verificada há mais de 30 anos, aumenta o risco de doenças como catarata e câncer de pele, além de ser prejudicial à vida marinha.

A camada de ozônio não é distribuída de maneira uniforme pela atmosfera e maiores mudanças são verificadas nas camadas mais elevadas da estratosfera. Os dados foram coletados horizontalmente, e não apenas de maneira vertical de cima para baixo, o que permitiu obter medidas mais exatas, de acordo com os autores do estudo.

Recuperação da camada de ozônio

Os dados indicaram diminuição na camada de ozônio de 1979 a 1997, seguido pelo pequeno aumento desde então. "Nossa análise mostrou um declínio do ozônio estratosférico nas latitudes médias dos hemisférios Norte e Sul de cerca de 7% por década de 1979 a 1997, valor consistente com o de estudos anteriores", disse Joachim Urban, da Universidade de Tecnologia Chalmers, na Suécia, um dos autores do estudo.

"Uma mudança clara e significativa foi observada em 1997, ainda que o pequeno aumento (entre 0,8% e 1,4% por década) identificado daquele ano até 2008 não seja estatisticamente diferente de uma tendência nula de crescimento. Ainda assim, esperamos ver uma recuperação significativa no ozônio na estratosfera superior nos próximos anos, com o uso de dados mais extensos", apontou.

Ter acesso a dados atmosféricos colhidos por satélites por períodos extensos é importante para que os cientistas identifiquem e analisem tendências e alterações de longo prazo. O grupo de pesquisadores europeus continuará a monitorar tendências na quantidade de ozônio e de substâncias que destroem a camada.

Os resultados do estudo foram apresentados na Conferência de Ciência Atmosférica, organizada em Barcelona, de 7 a 11 de setembro, pela Agência Espacial Europeia. A NASA possui uma página em que se pode acompanhar as alterações na camada de ozônio por meio de medições diárias (http://ozonewatch.gsfc.nasa.gov).

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

O sexto sentido chegou !

Fonte: vizinho.blogspot.com
Querem ver como será daqui a dez anos ou menos?
em "view subtitles" vcs podem selecionar o portugues!

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Encontrado um novo inimigo da camada de ozônio

Fonte: Site Inovação Tecnológica

Gás nada hilariante

Os gases CFC (clorofluorcarbonetos) são bem conhecidos pela população e pela camada de ozônio. Já quase inteiramente banidos, eles foram responsáveis por enormes danos nessa importante camada protetora da vida na Terra.

Agora os cientistas descobriram que ele tem um companheiro, o óxido nitroso (N2O), conhecido como gás do riso (ou hilariante), devido à sua capacidade de provocar contrações musculares involuntárias na face. Mas a nova notícia sobre esse gás está longe de provocar bom humor.

Segundo uma pesquisa feita por cientistas da Administração Nacional do Oceano e Atmosfera (NOAA), nos Estados Unidos, o óxido nitroso se tornou a substância que mais danos provoca na camada de ozônio.

Principalmente de fontes naturais

Ao contrário dos CFCs, apenas um terço das emissões do N2O é de responsabilidade do homem. O óxido nitroso é emitido principalmente por fontes naturais (bactérias no solo e oceanos, por exemplo), mas também como um subproduto dos métodos de fertilização na agricultura, da combustão, do tratamento de esgoto e de diversos processos industriais.

O óxido nitroso superou os clorofluorcarbonetos na "tarefa" de destruir a camada de ozônio, cuja emissão na atmosfera tem diminuído seguidamente por causa de acordos internacionais para o seu banimento. Hoje, de acordo com a pesquisa, as emissões totais de N2O já são duas vezes maiores do que as de CFCs.

História ambiental de sucesso

Ao calcular o efeito dessa emissão na camada de ozônio atualmente e estimar o mesmo para o futuro próximo, os autores da pesquisa observaram que os danos à camada de ozônio são grandes e continuarão elevados por muitas décadas se nada for feito para reduzir as emissões.

"A grande redução nos CFCs nos últimos 20 anos é uma história ambiental de sucesso. Entretanto, o óxido nitroso produzido pelo homem é agora o elefante na sala entre as substâncias que destroem o ozônio atmosférico", disse Akkihebbal Ravishankara, diretor da Divisão de Ciências Químicas do Laboratório de Pesquisas do Sistema Terrestre da NOAA, principal autor do estudo.

A camada de ozônio protege plantas, animais e pessoas do excesso de radiação ultravioleta emitida pelo Sol. A diminuição da camada faz com que mais radiação do tipo atinja a superfície terrestre, prejudicando a vida no planeta.

Duplo benefício

Apesar de o papel do óxido nitroso na destruição do ozônio ser conhecido há décadas, o novo estudo é o primeiro a calcular sua importância por meio do uso de métodos semelhantes aos usados na análise de CFCs e de outras emissões antrópicas.

Diferentemente dos CFCs e de outros desses gases, a emissão de óxido nitroso não é regulada pelo Protocolo de Montreal sobre Substâncias que Destroem a Camada de Ozônio, adotado em 1987 por 46 países.

Segundo os pesquisadores, como o óxido nitroso também é um gás de efeito estufa, a redução de suas emissões por atividades humanas seria uma boa medida tanto para a camada de ozônio como para o clima.

Bibliografia:
Nitrous oxide (N2O): The dominant ozone depleting substance emitted in the 21st century
A. R. Ravishankara, John S. Daniel, Robert W. Portmann
Science
28 August 2009
Vol.: Science Express
DOI: 10.1126/science.1176985

Quando o ozônio se torna um inimigo, plantas resolvem o problema

Fonte: Site Inovação Tecnológica

O lado ruim do ozônio

Um dos principais componentes da poluição atmosférica, o ozônio é um gás incolor e altamente reativo formado quando o oxigênio reage com outros elementos químicos. Embora o ozônio seja mais frequentemente associado com o ar externo, ele também se faz presente em ambientes como casas e escritórios.

O ozônio costuma ser liberado por conta do funcionamento de diversos tipos de impressoras, fotocopiadoras, luzes ultravioleta e por alguns sistemas de purificação do ar. Como as populações em países industrializados passam em média mais de 80% de seu tempo em ambientes fechados, tal poluição tem sido encarada como um importante problema para a saúde pública.

O Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas estimou que mais de 2 milhões de pessoas morrem a cada ano devido à toxicidade do ar em ambientes fechados. Estudos apontam que o número de mortes por conta de problemas decorrentes da baixa qualidade do ar é 14 vezes maior em ambientes internos do que em externos. Entre os efeitos tóxicos do ozônio para a saúde humana estão edemas pulmonares, hemorragia, inflamação e redução da capacidade pulmonar.

Plantas contra o ozônio do mal

Diante de tal cenário, diversos países têm buscado alternativas eficientes e cujo custo não torne suas aplicações inviáveis. Filtros de carvão ativado em aparelhos de ar condicionado reduzem os poluentes, mas seus custos de instalação e de manutenção são elevados.

Um grupo de cientistas da Universidade do Estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, acaba de publicar os resultados de um estudo que avaliou os efeitos de três plantas comuns nos níveis de ozônio em ambientes fechados. O trabalho foi publicado na revista HortTechnology, da Sociedade Norte-Americana de Ciência da Horticultura.

Os pesquisadores utilizaram pés de espada-de-são-jorge (Sansevieria trifasciata), clorofito (Chlorophytum comosum) e jiboia (Epipremnum aureum), que têm rica folhagem e são de fácil manutenção.

Alternativa barata

Para simular escritórios e ambientes domésticos, os pesquisadores montaram câmaras em uma estufa equipadas com um sistema de filtragem do ar no qual as concentrações de ozônio pudessem ser reguladas e medidas.

Dados das câmaras foram registrados a cada 5 minutos após a aplicação de ozônio. Os resultados mostraram que as taxas de eliminação do ozônio eram maiores nas câmaras que continham plantas do que em outras sem plantas, usadas como controle. Não houve diferença significativa entre as taxas apresentadas pelas três espécies de plantas.

"Como a poluição do ar interno afeta grandemente os países, o uso de plantas como método de mitigação pode servir como uma alternativa eficiente e de baixo custo", destacaram os autores.

Segundo eles, a alternativa seria ainda mais vantajosa para os países em desenvolvimento, nos quais alternativas tecnológicas de controle da qualidade do ar em ambientes fechados são muitas vezes economicamente inviáveis.

Bibliografia:
Effectiveness of Houseplants in Reducing the Indoor Air Pollutant Ozone
Heather L. Papinchak, E. Jay Holcomb, Teodora Orendovici Best, Dennis R. Decoteau
HortTechnology
Vol.: 19: 286-290 (2009)

sábado, 19 de setembro de 2009

domingo, 6 de setembro de 2009

"Esquisitices" da água começam a ser compreendidas

Fonte: Site Inovação Tecnológica

Baseado em texto de Melinda Lee - 24/08/2009

 

Anomalias da água

A água continua sendo um mistério para a ciência. Essa substância, que é a base da vida na Ao todo, a água tem nada menos do que 66 anomalias conhecidas, propriedades únicas, não vistas em nenhum outro líquido.[Imagem: Hirohito Ogasawara/Ningdong Huang]Terra, é tão familiar a todos que passa despercebido o fato de que ela é também um líquido com propriedades muito, muito estranhas.

Ao todo, a água tem nada menos do que 66 anomalias conhecidas, propriedades únicas, não vistas em nenhum outro líquido. Essas anomalias, que os cientistas sonham em desvendar, incluem uma densidade estranhamente variável, uma enorme capacidade de reter calor e uma elevada tensão superficial.

Propriedades essenciais à vida

Contrariamente aos líquidos "normais," a água se torna mais densa quando se torna mais fria, até atingir cerca de 4º C, quando atinge sua densidade máxima. Acima e abaixo dessa temperatura, a água é menos densa. É por isso, por exemplo, que a água de um lago congela primeiro na superfície.

É a grande capacidade da água em reter calor que estabiliza a temperatura dos oceanos. E a sua elevada tensão superficial permite que os insetos andem sobre ela sem afundar, que ela se transforme em gotas, e que os vegetais consigam transportá-la de suas raízes até a mais alta de suas folhas.

"Entender essas anomalias é muito importante porque a água é a base fundamental da vida. Sem água, não há vida," diz Anders Nilsson, um dos membros da equipe que inclui cientistas dos Estados Unidos, da Suécia e do Japão. Para entender porque a água se comporta de forma tão particular "no atacado," eles estão estudando como ela se comporta em nível molecular.

Organização molecular da água

Agora, usando experimentos em dois aceleradores de partículas, uma equipe internacional de pesquisadores começou a desvendar algumas das idiossincrasias moleculares da água.

Por exemplo, os cientistas sabem como as moléculas de água se organizam para formar o gelo: elas formam uma rede tetraédrica, na qual cada molécula liga-se a quatro outras.

Descobrir como as moléculas se organizam na água líquida, contudo, tem sido muito mais complicado. Essa organização tem sido alvo de debates nos últimos 100 anos. Se você procurar em um livro texto, lerá que, como a água forma tetraedros no gelo, na água "ela deve se organizar de maneira similar," apenas de forma menos estruturada, já que o calor é suficiente para causar a quebra das ligações.

Quando o gelo funde, continuam os livros-texto, as estruturas tetraédricas perdem sustentação, quebrando-se conforme a temperatura sobe, mas permanecendo tetraédricas o quando possível, resultando em uma distribuição estável em volta de estruturas tetraédricas distorcidas e parcialmente quebradas.

Reescrevendo os livros-textos

Mas os experimentos do grupo internacional de cientistas, feitos em aceleradores de partículas no Japão e nos Estados Unidos, sugerem que os modelos da estrutura molecular da água adotados nos livros-textos estão incorretos e que, de forma surpreendente, a água líquida parece sustentar duas estruturas distintas, uma desordenada e outra tetraédrica, não importando a temperatura em que ela se encontre.

Os cientistas descobriram também que os dois tipos de estrutura molecular são separados espacialmente, com as estruturas tetraédricas ocorrendo em "aglomerados" formados por até 100 moléculas, circundados por regiões desordenadas.

A água é uma mistura flutuante das duas estruturas em temperaturas que vão até próximo ao ponto de ebulição. Conforme a temperatura sobe, diminui a ocorrência dos aglomerados tetraédricos; mas eles estão sempre lá, com praticamente o mesmo tamanho. As regiões desordenadas tornam-se ainda mais desordenadas conforme a temperatura sobe.

Novas teorias

O trabalho explica, ao menos parcialmente, as estranhas propriedades da água. A densidade máxima da água, ao redor dos 4° C, pode ser explicada pelo fato de que as estruturas tetraédricas têm uma menor densidade, que não varia significativamente com a temperatura, enquanto as regiões desordenadas - que têm maior densidade - tornam-se mais desordenadas, e portanto menos densas, com o aumento da temperatura.

Da mesma forma, quando a água aquece, aumenta o percentual de moléculas no estado mais desordenado, permitindo que essa estrutura excitada absorva quantidades significativas de calor, o que explica a grande capacidade da água em armazenar calor.

Já a alta tensão superficial da água poderia ser explicada pela tendência de formação de fortes ligações de hidrogênio.

Começando pelo mais simples

Estas descobertas, e as que ainda deverão vir, dada a grande quantidade de "esquisitices" da água que continuam requerendo explicação, têm um significado muito prático para campos como a modelagem do clima, a medicina e a biologia.

"Se nós não entendemos esse material básico da vida, como poderemos estudar os materiais mais complexos, como as proteínas, que ficam imersos em água?" pergunta o Dr. Congcong Huang, responsável pela análise da água utilizando raios X. "Nós devemos entender o simples antes que possamos compreender de fato o mais complexo."

Bibliografia:
The inhomogeneous structure of water at ambient conditions
C. Huang, K. T. Wikfeldt, T. Tokushima, D. Nordlund, Y. Harada, U. Bergmann, M. Niebuh, T. M. Weiss, Y. Horikawa, M. Leetmaa, M. P. Ljungberg, O. Takahashi, A. Lenz, L. Ojamäe, A. P. Lyubartsev, S. Shin, L. G. M. Pettersson, A. Nilsson
Proceedings of the National Academy of Sciences
August 13, 2009
Vol.: Published online before print
DOI: 10.1073/pnas.0904743106