terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Melhor pigmento azul da história é descoberto por acaso

Fonte: Inovação Tecnológica

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Os compostos, de cor azul profunda, são fáceis e seguros de se fabricar, são muito mais duráveis e mais ambientalmente benignos do que todos os que existem ou já foram usados no passado. [Imagem: Subramanian Research Group]

Riscos dos pigmentos azuis

Para quem vive em um planeta azul, pode parecer estranho saber que fabricar tintas azuis seja um problema.

O fato é que os pigmentos azuis têm-se mostrado problemáticos - o azul cobalto, criado na França no início do século 19, pode ser carcinogênico; o azul da Prússia libera o venenoso cianeto; e outros pigmentos azuis não são estáveis quando expostos ao calor ou a ambientes ácidos.

Desde o mundo antigo, com os egípcios, chineses, e até com os maias, as pessoas sonham com a descoberta de compostos inorgânicos que possam ser usados para tingir os objetos de azul. Mas os sucessos não têm sido muito dignos de serem chamados assim.

Descoberta por acaso

Agora, por um mero acaso, pesquisadores da Universidade do Oregon, nos Estados Unidos, descobriram uma família de compostos de manganês que pode pôr um fim a essa busca milenar.

Os compostos, de cor azul profunda, são fáceis e seguros de se fabricar, são muito mais duráveis e deverão gerar novos pigmentos azuis mais ambientalmente benignos do que todos os que existem ou já foram usados no passado.

Os testes demonstraram que os novos pigmentos azuis suportam temperaturas extremamente elevadas e não se desbotam mesmo depois de uma semana mergulhados em uma solução ácida.

"Basicamente, esta foi uma descoberta acidental," conta Mas Subramanian, coordenador do laboratório onde o feliz "acidente" ocorreu.

"Nós estávamos explorando óxidos de manganês por causa de algumas propriedades eletrônicas muito interessantes que eles apresentam, algo como poder ser ferroelétrico e ferromagnético ao mesmo tempo. Nosso trabalho não tinha nada a ver com pigmentos," conta o cientista.

Melhor pigmento azul da história

Não tinha, até que o estudante Andrew Smith retirou algumas amostras dos óxidos de manganês do forno e verificou que elas eram totalmente azuis, e de um azul belíssimo. Estava nascendo o mais novo, e provavelmente o melhor, pigmento azul da história.

A cerca de 1.200 ºC, o sem-graça óxido de manganês transformou-se em um composto azul vívido que pode ser usado como pigmento em tintas, sendo capaz de resistir ao calor e ao ataque de ácidos, além de não conter elementos tóxicos e ser barato de se produzir - os óxidos de manganês são produtos largamente disponíveis no mercado, com custo baixo.

Depois de analisar o composto e descrever sua estrutura e características físico-químicas em detalhes, os pesquisadores afirmam que o novo pigmento azul poderá ser usado em qualquer tipo de tinta, das impressoras a jato de tinta até automóveis, artes e tintas para paredes.

Mente alerta

"Várias descobertas interessantes não foram realmente planejadas, nós temos visto isto ao longo de toda a história," diz Subramanian. "Há sorte envolvida, mas eu sempre digo aos meus alunos que você tem que estar alerta para reconhecer algo que esse algo acontece, mesmo se você não estiver procurando por ele. A sorte favorece a mente alerta."

Bibliografia:
Mn3+ in Trigonal Bipyramidal Coordination: A New Blue Chromophore
Andrew E. Smith, Hiroshi Mizoguchi, Kris Delaney, Nicola A. Spaldin, Arthur W. Sleight, M. A. Subramanian
Journal of the American Chemical Society
November, 2009
Vol.: 131 (47), pp 17084-17086
DOI: 10.1021/ja9080666

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

O que é Patch, Keygen, Keymaker, Crack, etc…

Fonte: http://www.tudopossodownloads.com

Keygen – Geralmente um arquivo EXE, que gera serial e/ou nome de usuário, Reg ou Key para um determinado programa.

Patch – Arquivo EXE que aplica o serial ou libera o programa automaticamente, alguns só funcionam se você colá-lo na pasta em que o programa foi instalado, outros podem ser executados a partir de qualquer pasta que ele vai pedir para achar um determinado arquivo EXE ou DLL.

Keymaker – Geralmente é uma combinação de Keygen com Patch, ou seja ele gera um serial e aplica automaticamente em determinado programa.

Reg – É um arquivo de registro que que pode inserir automaticamente o registro ( 2 cliques, sim, sim) ou você pode ter que ir em Executar do windows digitar “regedit” sem as aspas, clique com o botão do mouse direito e escolha inserir chave, ache o arquvivo Reg e de OK.

Key - É um arquivo que um determinado programa usa para ser liberado, clique em inserir key, ele pede para achar o arquivo você indica o caminho e pronto.

Reset – É um EXE que reseta o TRIAL, ou seja um programa com validade de teste de um mês, após a aplicação desde EXE ele vale por mais um mês, e assim por diante.

Serial - Número e/ou Nome chave para um programa.

Retail – Seria a versão completa, sem necessidades de inserir serial ou outro código.

E lembrando!
Alguns anti-vírus podem detectar como malware um dos arquivos citados acima! E na verdade são, mas não nocivos ao seu computador (no geral), porque ele altera códigos do programas como explicado acima!

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Cientistas decifram estrutura 3-D do genoma humano

Fonte: Site Inovação Tecnológica

DNA enrolado

Que a molécula de DNA tem a forma de uma rosca-sem-fim, comumente chamada de espiral DNA enroladodupla, todo o mundo sabe. O que é bem menos difundido é o fato de que, se o genoma de cada célula for esticado, ele terá dois metros de comprimento.

Sabendo disso, uma pergunta imediatamente se coloca: como é que as moléculas de DNA se enrolam para caber dentro da célula, sem se embaraçar e sem dar nós?

Imagem 3-D do DNA

Esta pergunta agora foi respondida por pesquisadores das universidades de Harvard e MIT, nos Estados Unidos, que decifraram a estrutura tridimensional do genoma humano, gerando a primeira imagem 3-D do DNA em seu estado natural, no interior de uma célula.

"Nós sabemos há muito tempo que o DNA, em pequena escala, tem o formato de espiral dupla," diz o pesquisador Erez Lieberman-Aiden, um dos autores da descoberta. "Mas se a espiral dupla não se dobrar, o genoma de cada célula teria dois metros de comprimento. Os cientistas de fato não entendiam como a espiral dupla se dobra para caber no núcleo de uma célula humana, que tem cerca de um centésimo de milímetro de diâmetro."

Compartimento de acesso rápido

Ao mapear tridimensionalmente o DNA, os pesquisadores fizeram duas descobertas surpreendentes. Primeiro, o genoma humano é organizado em dois compartimentos separados, mantendo os genes ativos facilmente acessíveis, enquanto o DNA não utilizado fica muito mais compactado em um outro compartimento.

Os cromossomos deslizam para dentro e para fora dos dois compartimentos repetidamente, conforme seus DNAs tornam-se ativos ou inativos. "De forma muito inteligente, as células separam os genes mais ativos, tornando mais fácil para as proteínas e outros reguladores alcançá-los," diz Job Dekker, outro membro da equipe.

Densidade de informações no DNA

A segunda descoberta é que o genoma adota uma organização muito incomum, conhecida como fractal. A arquitetura específica que os cientistas encontraram, chamada "glóbulo fractal", permite que a célula empacote o DNA em um formato incrivelmente denso - a densidade de informações alcançada é trilhões de vezes mais alta do que a encontrada em uma memória de computador.

E isso sem permitir que o genoma se embarace ou dê nós, o que inviabilizaria o acesso da célula ao seu próprio genoma. Além disso, o DNA pode facilmente ser desdobrado e novamente dobrado durante os processos de ativação genética, repressão genética e replicação celular.

Bibliografia:
Comprehensive Mapping of Long-Range Interactions Reveals Folding Principles of the Human Genome
Erez Lieberman-Aiden, Nynke L. van Berkum, Louise Williams, Maxim Imakaev, Tobias Ragoczy, Agnes Telling, Ido Amit, Bryan R. Lajoie, Peter J. Sabo, Michael O. Dorschner, Richard Sandstrom, Bradley Bernstein, M. A. Bender, Mark Groudine, Andreas Gnirke, John Stamatoyannopoulos, Leonid A. Mirny, Eric S. Lander, Job Dekker
Science
9 October 2009
Vol.: 326. no. 5950, pp. 289 - 293
DOI: 10.1126/science.1181369

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Remédio ajuda a parar de fumar e beber ao mesmo tempo

Fonte: Diário da Saúde

Parar de fumar e beber

Alcoolistas que fumam têm mais dificuldade para parar de beber. Pensando nesse grupo, pesquisadores da USP estudaram o topiramato, uma droga usada para tratar enxaqueca e epilepsia, e verificaram que ela ajuda os alcoolistas a fumar e beber menos simultaneamente - mesmo que não desejem interromper o fumo durante o tratamento contra álcool.

"Muitos dos dependentes não querem parar as duas drogas ao mesmo tempo", diz o psiquiatra Danilo Baltieri, responsável pela pesquisa. "Muitos aumentam o consumo de cigarro como forma de lidar com a abstinência de álcool, uma droga que consideram mais grave. É muito difícil parar as duas ao mesmo tempo".

Resultados

Baltieri comparou 155 homens alcoólatras, entre eles, 103 fumantes. Os dois grupos receberam ajuda para parar de beber e foram divididos em três subgrupos. Alguns receberam topiramato, outros uma droga chamada naltrexona e outros, placebo - uma pílula igual às outras, mas feita com amido, sem nenhum princípio ativo.

Os homens que tomaram topiramato passaram a consumir 40% menos cigarros, em média. Já os que tomaram naltrexona e a pílula de amido reduziram em 10% o número de cigarros. Todos os grupos fumaram menos mesmo sem nenhuma orientação sobre como parar de fumar, porque, com o tratamento, beberam menos.

Álcool e nicotina juntos

Depois, os pesquisadores compararam os resultados do tratamento entre fumantes e não fumantes. Os fumantes bebiam mais e tinham um risco 65% maior de recaída. O resultado confirma pesquisas anteriores. O consumo de álcool estimula o tabagismo e vice-versa.

"O álcool e a nicotina atuam juntos", diz Baltieri. "O álcool é geralmente inibidor e a nicotina excitatória". No entanto, a redução de cigarros no grupo que ingeriu topiramato foi significante, e não simplesmente relacionada com a diminuição do consumo de bebida.

Impulsividade e ansiedade

O topiramato é uma medicação que controla a impulsividade e a ansiedade. Ele age no cérebro, bloqueando a ação de uma substância chamada glutamato, relacionada com os sintomas de abstinência do álcool. Assim, ela também controla a vontade de voltar a beber e fumar.

"Devido a isso, é tentador teorizar que o topiramato tenha efeitos antifumo entre alcoolistas fumantes ajude a reduzir o consumo de cigarros entre alcoolistas", dizem os autores em seu estudo. Segundo Baltieri, os pesquisadores ainda precisam de mais certeza sobre os efeitos antifumo do topiramato.

Combate a dois vícios simultaneamente

Já se sabia que o topiramato pode ajudar a tratar o tabagismo e o alcoolismo, mas o estudo de Baltieri é o terceiro no mundo a verificar que a medicação pode ajudar nas duas dependências ao mesmo tempo. A pesquisa será publicada na edição de Novembro da revista internacional Drug and Alcohol Dependence.

Não há um procedimento padrão para combater os dois vícios simultaneamente. "A possibilidade de que um tratamento farmacológico possa ser desenhado para tratar ambas as condições abre novos horizontes para pacientes e médicos", afirma o especialista.

Quem precisa parar com as duas drogas deve procurar um psiquiatra especializado em dependência química para decidir com ele a melhor forma de tratamento. Para algumas pessoas, o topiramato possui alguns efeitos colaterais - por isso não é seguro consumi-lo sem receita médica.

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

ganhadores do Prêmio Nobel de Química 2009

Fonte: nobelprize.org

The Royal Swedish Academy of Sciences has decided to award the Nobel Prize in Chemistry for 2009 jointly to

Venkatraman Ramakrishnan, MRC Laboratory of Molecular Biology, Cambridge,
United Kingdom

Thomas A. Steitz, Yale University, New Haven, CT, USA

Ada E. Yonath, Weizmann Institute of Science, Rehovot, Israel

"for studies of the structure and function of the ribosome"

The ribosome translates the DNA code into life

The Nobel Prize in Chemistry for 2009 awards studies of one of life's core processes: the ribosome's translation of DNA information into life. Ribosomes produce proteins, which in turn control the chemistry in all living organisms. As ribosomes are crucial to life, they are also a major target for new antibiotics.

This year's Nobel Prize in Chemistry awards Venkatraman Ramakrishnan, Thomas A. Steitz and Ada E. Yonath for having showed what the ribosome looks like and how it functions at the atomic level. All three have used a method called X-ray crystallography to map the position for each and every one of the hundreds of thousands of atoms that make up the ribosome.

Inside every cell in all organisms, there are DNA molecules. They contain the blueprints for how a human being, a plant or a bacterium, looks and functions. But the DNA molecule is passive. If there was nothing else, there would be no life.

The blueprints become transformed into living matter through the work of ribosomes. Based upon the information in DNA, ribosomes make proteins: oxygen-transporting haemoglobin, antibodies of the immune system, hormones such as insulin, the collagen of the skin, or enzymes that break down sugar. There are tens of thousands of proteins in the body and they all have different forms and functions. They build and control life at the chemical level.

An understanding of the ribosome's innermost workings is important for a scientific understanding of life. This knowledge can be put to a practical and immediate use; many of today's antibiotics cure various diseases by blocking the function of bacterial ribosomes. Without functional ribosomes, bacteria cannot survive. This is why ribosomes are such an important target for new antibiotics.

This year's three Laureates have all generated 3D models that show how different antibiotics bind to the ribosome. These models are now used by scientists in order to develop new antibiotics, directly assisting the saving of lives and decreasing humanity's suffering.

Read more about this year's prize

Information for the Public

Scientific Background

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Links and Further Reading

Venkatraman Ramakrishnan, US citizen. Born in 1952 in Chidambaram, Tamil Nadu, India. Ph.D. in Physics in 1976 from Ohio University, USA. Senior Scientist and Group Leader at Structural Studies Division, MRC Laboratory of Molecular Biology, Cambridge, UK.
www.mrc-lmb.cam.ac.uk/ribo/homepage/ramak/index.html

Thomas A. Steitz, US citizen. Born in 1940 in Milwaukee, WI, USA. Ph.D. in Molecular Biology and Biochemistry in 1966 from Harvard University, MA, USA. Sterling Professor of Molecular Biophysics and Biochemistry and Howard Hughes Medical Institute Investigator, both at Yale University, CT, USA.
www.mbb.yale.edu/faculty/pages/steitzt.html

Ada E. Yonath, Israeli citizen. Born in 1939 in Jerusalem, Israel. Ph.D. in X-ray Crystallography in 1968 from the Weizmann Institute of Science, Israel. Martin S. and Helen Kimmel Professor of Structural Biology and Director of Helen & Milton A. Kimmelman Center for Biomolecular Structure & Assembly, both at Weizmann Institute of Science, Rehovot, Israel
www.weizmann.ac.il/sb/faculty_pages/Yonath/home.html

The Prize amount: SEK 10 million to be shared equally between the Laureates

domingo, 4 de outubro de 2009

Temperatura da Terra pode subir 4ºC em apenas 50 anos, diz estudo

Fonte: BBC Brasil

Um relatório do principal centro de pesquisas sobre mudanças climáticas da Grã-Bretanha alertou nesta segunda-feira para um aumento de 4º C na temperatura do planeta em apenas 50 anos caso as emissões de carbono não sejam reduzidas em breve.

O estudo do Centro Hadley, financiado pelo governo britânico, constitui o alerta mais grave já divulgado sobre o aquecimento global desde que o Painel Intergovernamental sobre a Mudança Climática (IPCC), órgão científico da ONU, estimou em 2007 que a temperatura do planeta pode subir entre 1,8ºC e 4ºC até o fim deste século.

Utilizando novos dados a partir de análises sobre o ciclo do carbono e de observações atualizadas de emissões de países emergentes, como China e Índia, as conclusões não apenas reforçam a possibilidade do pior cenário do IPCC como reduzem pela metade o tempo disponível para ação.

Segundo o Centro Hadley, em um cenário de altas emissões, o derretimento de neve e gelo no Ártico poderia elevar a absorção de raios solares e elevar a temperatura ártica em até 15,2ºC.

Secas atingiriam severamente o oeste e sul da África, afetando a disponibilidade de água, segurança alimentar e saúde da população.

O estudo diz que “todos os modelos” indicam reduções na precipitação de chuvas também na América Central, no Mediterrâneo e partes da costa australiana. Em outras áreas, o aumento da temperatura em 50 anos poderia ser de 7º C, disse o estudo.

Já o padrão das chuvas seria severamente afetado na Índia – onde o nível de precipitações poderia aumentar 20% ou até mais, piorando o risco de enchentes.

Não bastasse o cenário consideravelmente pior do que os cientistas pensavam, o estudo alerta ainda que, em um cenário de emissões altas, a previsão de aumento de 4º C podem ser “adiantada em 10 anos, ou até 20 anos em casos extremos”.

Entretanto, concedem os cientistas, ainda há tempo de evitar o pior cenário se as emissões de carbono começarem a baixar de nível dentro da próxima década.

Ação

O estudo está sendo apresentado em uma conferência sobre a mudança climática na cidade inglesa de Oxford, e sai a público no mesmo dia em que delegados de 190 países se reúnem em Bangcoc, na Tailândia, para uma nova rodada de negociações antes da reunião da ONU em Copenhague, na qual espera-se um novo acordo de emissões de carbono em substituição ao Protocolo de Kyoto, vigente até 2012.

Líderes mundiais têm reiterado a necessidade de limitar a elevação da temperatura global nas próximas décadas em 2º C. Mas, como aponta o analista de ambiente da BBC Roger Harrabin, a questão tem esbarrado nos recursos que serão necessários para “limpar” a matriz energética global.

Um dos pontos fundamentais, diz o especialista, é que países em desenvolvimento querem ajuda para arcar com os custos de tal empreitada. O premiê britânico, Gordon Brown, tem falado em uma cifra de US$ 100 bilhões para conter o aquecimento global através do combate à pobreza. A União Europeia tem concordado.

No entanto, o presidente americano, Barack Obama, que preside a nação que mais polui em termos per capita, tem encontrado dificuldades para aprovar leis de controle de emissões no Congresso americano, ainda que reafirme a "determinação" dos seu país para agir e assumir suas "responsabilidades" em relação ao aquecimento global.

Na semana passada, a China anunciou que vai redobrar os investimentos em eficiência energética para reduzir as suas emissões de CO2 em uma "margem notável" – porém ainda não precisada – até 2020.

Tanto a China como os EUA repondem por cerca de 20% das emissões de dióxido de carbono provenientes da queima de carvão, gás natural e petróleo. A União Europeia produz 14% do total, seguida por China e Rússia, cada qual com 5%.

sábado, 3 de outubro de 2009

Nanoquímica acondiciona moléculas individuais em cápsulas de água

Fonte: Site Inovação Tecnológica

Reações químicas controladasA água flui através de um microcanal de 35 micrômetros de largura, entrando em um estreitamento que a quebra em gotículas. Variando a largura do canal é possível controlar o diâmetro das gotículas.[Imagem: C. López-Mariscal/K. Helmerson/NIST]

Pesquisadores norte-americanos criaram uma nova ferramenta que permite o encapsulamento de moléculas individuais em gotículas de água e a realização de reações químicas entre elas de forma controlada.

A nova ferramenta permitirá a criação de microrreatores químicos compactos e integrados para a realização de experimentos e para a obtenção de informações sobre moléculas individuais e sobre a estrutura e o funcionamento de importantes materiais orgânicos, como proteínas, enzimas e DNA.

Attolitros

Os cientistas do Instituto Nacional de Padronização e Tecnologia dos Estados Unidos utilizaram a microfluídica - uma técnica para a manipulação de fluidos em escala microscópica - para criar gotículas minúsculas de água que carregam as moléculas individuais a serem estudadas.

Cada uma das gotículas, que são produzidas com grande uniformidade, tem um volume de um attolitro - metade de um bilionésimo de bilionésimo de litro, ou 10-18 litros. A molécula a ser estudada é inserida no interior de cada gota.

Utilizando feixes de raios laser de um aparato conhecido como pinças ópticas, o dispositivo move duas ou mais gotículas, cada uma contendo sua própria molécula. Ao aproximar as gotículas, elas se fundem, colocando as duas moléculas em contato e permitindo que os pesquisadores observem a reação química por meio do microscópio.

Microrreator

Nos primeiros testes do novo microrreator, os pesquisadores estão misturando moléculas fluorescentes que emitem diferentes cores, a fim de verificarem a precisão do dispositivo em colocar em contato as moléculas corretas. No futuro eles planejam fazer reações químicas mais interessantes, como as que ocorrem entre uma bactéria e um anticorpo, ou entre um cromossomo e um medicamento.

Os pesquisadores podem ajustar sua pinça óptica no padrão desejado, permitindo a manipulação não apenas de gotas individuais, mas também de conjuntos delas, abrindo novas possibilidades para estudos no campo da espectroscopia de moléculas individuais.

Cápsula de água

Para criar as gotículas, a água é forçada por um estreito canal onde a pressão, juntamente com a presença de um detergente, quebra sua tensão superficial. As gotículas resultantes entram pelos microcanais encontrando-se com as moléculas a serem estudadas. Como estas moléculas são colocadas na concentração adequada, cada gotícula captura apenas uma delas em 99% das vezes.

No interior de cada gotícula, a molécula fica flutuando livremente juntamente com as moléculas de água, que funcionam como uma cápsula que a mantém isolada até que a gota funda-se com outra, permitindo a reação química.

Bibliografia:
Optical trapping of hydrosomes
C. López-Mariscal, K. Helmerson
Proc. SPIE
September 2009
Vol.: 7400, 740026

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Como ser um doador de órgãos?

Fonte: Diário da Saúde

Campanha para doação de órgãos

O Ministério da Saúde lançou uma campanha nacional para incentivar a doação de órgãos para transplante. Pesquisas de opinião apontam que 60% da população brasileira se diz doadora. No entanto, o número de doadores efetivos no país é de 8,6 para cada um milhão de habitantes. Na Espanha, esse número chega a 36 por um milhão de habitantes.

Com o slogan A Vida é Feita de Conversas. Basta uma para Salvar Vidas, a campanha pretende informar a população sobre o que é necessário para manifestar a vontade de ser um doador.

Confira algumas informações sobre a doação de órgãos:

O que é preciso para ser um doador?

Para ser doador, no Brasil, não é preciso deixar nada por escrito, em nenhum documento. Muitas pessoas acham que é preciso registrar a opção de doador de órgãos na carteira de motorista, mas isso não é mais necessário. Basta conversar com a família sobre seu desejo de ser doador. A doação de órgãos só acontecerá após autorização familiar.

Quais os tipos de doador?

Doador vivo: qualquer pessoa saudável que concorde com a doação, desde que não prejudique sua própria saúde. O doador vivo pode doar um dos rins, parte do fígado, parte da medula óssea e parte do pulmão. Pela lei, parentes até quarto grau e cônjuges podem ser doadores; não parentes, somente com autorização judicial.

Doador falecido são pacientes com morte encefálica, geralmente vítimas de catástrofes cerebrais, como traumatismo craniano ou AVC (derrame cerebral).

Quais órgãos e tecidos podem ser obtidos de um doador falecido?

Coração, pulmões, fígado, pâncreas, intestino, rins, córnea, veias, ossos e tendões. Portanto, um único doador pode salvar inúmeras vidas. A retirada dos órgãos é realizada em centro cirúrgico, como qualquer outra cirurgia.

Para quem vão os órgãos?

Os órgãos doados vão para pacientes que necessitam de um transplante e estão aguardando em lista única, definida pela Central de Transplantes da Secretaria de Saúde de cada estado e controlada pelo Sistema Nacional de Transplantes.

É possível ter certeza do diagnóstico de morte encefálica?

Sim. O diagnóstico de morte encefálica é regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina. Dois médicos de diferentes áreas examinam o paciente, sempre com a comprovação de um exame complementar, que é interpretado por um terceiro médico. Não existe dúvida quanto ao diagnóstico.

Após a doação o corpo do doador fica deformado?

Não. A retirada dos órgãos é uma cirurgia como qualquer outra e o doador poderá ser velado normalmente.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Camada de ozônio começa a se recuperar

Fonte: Site Inovação Tecnológica

Tendência positiva

Ao compilar e analisar dados atmosféricos obtidos por satélites em mais de uma década, pesquisadores europeus chegaram a uma boa notícia para a camada de ozônio que protege o planeta.

"Verificamos uma tendência global positiva, de um leve aumento de cerca de 1% por década na quantidade total de ozônio, a partir de dados dos últimos 20 anos. O resultado foi confirmado por comparações com medidas feitas em estações em terra", disse Diego Loyola, do Centro Aeroespacial Alemão, que trabalhou no estudo com colegas de outras instituições europeias.

Os pesquisadores reuniram dados mensais do total de ozônio obtidos por instrumentos a bordo dos satélites ERS-2 e Envisat, da Agência Espacial Europeia, e do MetOp-A, da Organização Europeia de Satélites Meteorológicos.

O que é a camada de ozônio?

A camada de ozônio, localizada a cerca de 25 quilômetros da superfície da Terra, principalmente na estratosfera, atua como uma barreira protetora ao filtrar a luz solar e proteger os habitantes do planeta dos raios ultravioleta. A diminuição na camada, tendência verificada há mais de 30 anos, aumenta o risco de doenças como catarata e câncer de pele, além de ser prejudicial à vida marinha.

A camada de ozônio não é distribuída de maneira uniforme pela atmosfera e maiores mudanças são verificadas nas camadas mais elevadas da estratosfera. Os dados foram coletados horizontalmente, e não apenas de maneira vertical de cima para baixo, o que permitiu obter medidas mais exatas, de acordo com os autores do estudo.

Recuperação da camada de ozônio

Os dados indicaram diminuição na camada de ozônio de 1979 a 1997, seguido pelo pequeno aumento desde então. "Nossa análise mostrou um declínio do ozônio estratosférico nas latitudes médias dos hemisférios Norte e Sul de cerca de 7% por década de 1979 a 1997, valor consistente com o de estudos anteriores", disse Joachim Urban, da Universidade de Tecnologia Chalmers, na Suécia, um dos autores do estudo.

"Uma mudança clara e significativa foi observada em 1997, ainda que o pequeno aumento (entre 0,8% e 1,4% por década) identificado daquele ano até 2008 não seja estatisticamente diferente de uma tendência nula de crescimento. Ainda assim, esperamos ver uma recuperação significativa no ozônio na estratosfera superior nos próximos anos, com o uso de dados mais extensos", apontou.

Ter acesso a dados atmosféricos colhidos por satélites por períodos extensos é importante para que os cientistas identifiquem e analisem tendências e alterações de longo prazo. O grupo de pesquisadores europeus continuará a monitorar tendências na quantidade de ozônio e de substâncias que destroem a camada.

Os resultados do estudo foram apresentados na Conferência de Ciência Atmosférica, organizada em Barcelona, de 7 a 11 de setembro, pela Agência Espacial Europeia. A NASA possui uma página em que se pode acompanhar as alterações na camada de ozônio por meio de medições diárias (http://ozonewatch.gsfc.nasa.gov).

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

O sexto sentido chegou !

Fonte: vizinho.blogspot.com
Querem ver como será daqui a dez anos ou menos?
em "view subtitles" vcs podem selecionar o portugues!

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Encontrado um novo inimigo da camada de ozônio

Fonte: Site Inovação Tecnológica

Gás nada hilariante

Os gases CFC (clorofluorcarbonetos) são bem conhecidos pela população e pela camada de ozônio. Já quase inteiramente banidos, eles foram responsáveis por enormes danos nessa importante camada protetora da vida na Terra.

Agora os cientistas descobriram que ele tem um companheiro, o óxido nitroso (N2O), conhecido como gás do riso (ou hilariante), devido à sua capacidade de provocar contrações musculares involuntárias na face. Mas a nova notícia sobre esse gás está longe de provocar bom humor.

Segundo uma pesquisa feita por cientistas da Administração Nacional do Oceano e Atmosfera (NOAA), nos Estados Unidos, o óxido nitroso se tornou a substância que mais danos provoca na camada de ozônio.

Principalmente de fontes naturais

Ao contrário dos CFCs, apenas um terço das emissões do N2O é de responsabilidade do homem. O óxido nitroso é emitido principalmente por fontes naturais (bactérias no solo e oceanos, por exemplo), mas também como um subproduto dos métodos de fertilização na agricultura, da combustão, do tratamento de esgoto e de diversos processos industriais.

O óxido nitroso superou os clorofluorcarbonetos na "tarefa" de destruir a camada de ozônio, cuja emissão na atmosfera tem diminuído seguidamente por causa de acordos internacionais para o seu banimento. Hoje, de acordo com a pesquisa, as emissões totais de N2O já são duas vezes maiores do que as de CFCs.

História ambiental de sucesso

Ao calcular o efeito dessa emissão na camada de ozônio atualmente e estimar o mesmo para o futuro próximo, os autores da pesquisa observaram que os danos à camada de ozônio são grandes e continuarão elevados por muitas décadas se nada for feito para reduzir as emissões.

"A grande redução nos CFCs nos últimos 20 anos é uma história ambiental de sucesso. Entretanto, o óxido nitroso produzido pelo homem é agora o elefante na sala entre as substâncias que destroem o ozônio atmosférico", disse Akkihebbal Ravishankara, diretor da Divisão de Ciências Químicas do Laboratório de Pesquisas do Sistema Terrestre da NOAA, principal autor do estudo.

A camada de ozônio protege plantas, animais e pessoas do excesso de radiação ultravioleta emitida pelo Sol. A diminuição da camada faz com que mais radiação do tipo atinja a superfície terrestre, prejudicando a vida no planeta.

Duplo benefício

Apesar de o papel do óxido nitroso na destruição do ozônio ser conhecido há décadas, o novo estudo é o primeiro a calcular sua importância por meio do uso de métodos semelhantes aos usados na análise de CFCs e de outras emissões antrópicas.

Diferentemente dos CFCs e de outros desses gases, a emissão de óxido nitroso não é regulada pelo Protocolo de Montreal sobre Substâncias que Destroem a Camada de Ozônio, adotado em 1987 por 46 países.

Segundo os pesquisadores, como o óxido nitroso também é um gás de efeito estufa, a redução de suas emissões por atividades humanas seria uma boa medida tanto para a camada de ozônio como para o clima.

Bibliografia:
Nitrous oxide (N2O): The dominant ozone depleting substance emitted in the 21st century
A. R. Ravishankara, John S. Daniel, Robert W. Portmann
Science
28 August 2009
Vol.: Science Express
DOI: 10.1126/science.1176985

Quando o ozônio se torna um inimigo, plantas resolvem o problema

Fonte: Site Inovação Tecnológica

O lado ruim do ozônio

Um dos principais componentes da poluição atmosférica, o ozônio é um gás incolor e altamente reativo formado quando o oxigênio reage com outros elementos químicos. Embora o ozônio seja mais frequentemente associado com o ar externo, ele também se faz presente em ambientes como casas e escritórios.

O ozônio costuma ser liberado por conta do funcionamento de diversos tipos de impressoras, fotocopiadoras, luzes ultravioleta e por alguns sistemas de purificação do ar. Como as populações em países industrializados passam em média mais de 80% de seu tempo em ambientes fechados, tal poluição tem sido encarada como um importante problema para a saúde pública.

O Programa de Desenvolvimento das Nações Unidas estimou que mais de 2 milhões de pessoas morrem a cada ano devido à toxicidade do ar em ambientes fechados. Estudos apontam que o número de mortes por conta de problemas decorrentes da baixa qualidade do ar é 14 vezes maior em ambientes internos do que em externos. Entre os efeitos tóxicos do ozônio para a saúde humana estão edemas pulmonares, hemorragia, inflamação e redução da capacidade pulmonar.

Plantas contra o ozônio do mal

Diante de tal cenário, diversos países têm buscado alternativas eficientes e cujo custo não torne suas aplicações inviáveis. Filtros de carvão ativado em aparelhos de ar condicionado reduzem os poluentes, mas seus custos de instalação e de manutenção são elevados.

Um grupo de cientistas da Universidade do Estado da Pensilvânia, nos Estados Unidos, acaba de publicar os resultados de um estudo que avaliou os efeitos de três plantas comuns nos níveis de ozônio em ambientes fechados. O trabalho foi publicado na revista HortTechnology, da Sociedade Norte-Americana de Ciência da Horticultura.

Os pesquisadores utilizaram pés de espada-de-são-jorge (Sansevieria trifasciata), clorofito (Chlorophytum comosum) e jiboia (Epipremnum aureum), que têm rica folhagem e são de fácil manutenção.

Alternativa barata

Para simular escritórios e ambientes domésticos, os pesquisadores montaram câmaras em uma estufa equipadas com um sistema de filtragem do ar no qual as concentrações de ozônio pudessem ser reguladas e medidas.

Dados das câmaras foram registrados a cada 5 minutos após a aplicação de ozônio. Os resultados mostraram que as taxas de eliminação do ozônio eram maiores nas câmaras que continham plantas do que em outras sem plantas, usadas como controle. Não houve diferença significativa entre as taxas apresentadas pelas três espécies de plantas.

"Como a poluição do ar interno afeta grandemente os países, o uso de plantas como método de mitigação pode servir como uma alternativa eficiente e de baixo custo", destacaram os autores.

Segundo eles, a alternativa seria ainda mais vantajosa para os países em desenvolvimento, nos quais alternativas tecnológicas de controle da qualidade do ar em ambientes fechados são muitas vezes economicamente inviáveis.

Bibliografia:
Effectiveness of Houseplants in Reducing the Indoor Air Pollutant Ozone
Heather L. Papinchak, E. Jay Holcomb, Teodora Orendovici Best, Dennis R. Decoteau
HortTechnology
Vol.: 19: 286-290 (2009)

sábado, 19 de setembro de 2009

A Constante de Equilíbrio

Veja esta animação após a aula! Na proxima aula iremos comentar, ok!
Clique no link abaixo:

Animação

domingo, 6 de setembro de 2009

"Esquisitices" da água começam a ser compreendidas

Fonte: Site Inovação Tecnológica

Baseado em texto de Melinda Lee - 24/08/2009

 

Anomalias da água

A água continua sendo um mistério para a ciência. Essa substância, que é a base da vida na Ao todo, a água tem nada menos do que 66 anomalias conhecidas, propriedades únicas, não vistas em nenhum outro líquido.[Imagem: Hirohito Ogasawara/Ningdong Huang]Terra, é tão familiar a todos que passa despercebido o fato de que ela é também um líquido com propriedades muito, muito estranhas.

Ao todo, a água tem nada menos do que 66 anomalias conhecidas, propriedades únicas, não vistas em nenhum outro líquido. Essas anomalias, que os cientistas sonham em desvendar, incluem uma densidade estranhamente variável, uma enorme capacidade de reter calor e uma elevada tensão superficial.

Propriedades essenciais à vida

Contrariamente aos líquidos "normais," a água se torna mais densa quando se torna mais fria, até atingir cerca de 4º C, quando atinge sua densidade máxima. Acima e abaixo dessa temperatura, a água é menos densa. É por isso, por exemplo, que a água de um lago congela primeiro na superfície.

É a grande capacidade da água em reter calor que estabiliza a temperatura dos oceanos. E a sua elevada tensão superficial permite que os insetos andem sobre ela sem afundar, que ela se transforme em gotas, e que os vegetais consigam transportá-la de suas raízes até a mais alta de suas folhas.

"Entender essas anomalias é muito importante porque a água é a base fundamental da vida. Sem água, não há vida," diz Anders Nilsson, um dos membros da equipe que inclui cientistas dos Estados Unidos, da Suécia e do Japão. Para entender porque a água se comporta de forma tão particular "no atacado," eles estão estudando como ela se comporta em nível molecular.

Organização molecular da água

Agora, usando experimentos em dois aceleradores de partículas, uma equipe internacional de pesquisadores começou a desvendar algumas das idiossincrasias moleculares da água.

Por exemplo, os cientistas sabem como as moléculas de água se organizam para formar o gelo: elas formam uma rede tetraédrica, na qual cada molécula liga-se a quatro outras.

Descobrir como as moléculas se organizam na água líquida, contudo, tem sido muito mais complicado. Essa organização tem sido alvo de debates nos últimos 100 anos. Se você procurar em um livro texto, lerá que, como a água forma tetraedros no gelo, na água "ela deve se organizar de maneira similar," apenas de forma menos estruturada, já que o calor é suficiente para causar a quebra das ligações.

Quando o gelo funde, continuam os livros-texto, as estruturas tetraédricas perdem sustentação, quebrando-se conforme a temperatura sobe, mas permanecendo tetraédricas o quando possível, resultando em uma distribuição estável em volta de estruturas tetraédricas distorcidas e parcialmente quebradas.

Reescrevendo os livros-textos

Mas os experimentos do grupo internacional de cientistas, feitos em aceleradores de partículas no Japão e nos Estados Unidos, sugerem que os modelos da estrutura molecular da água adotados nos livros-textos estão incorretos e que, de forma surpreendente, a água líquida parece sustentar duas estruturas distintas, uma desordenada e outra tetraédrica, não importando a temperatura em que ela se encontre.

Os cientistas descobriram também que os dois tipos de estrutura molecular são separados espacialmente, com as estruturas tetraédricas ocorrendo em "aglomerados" formados por até 100 moléculas, circundados por regiões desordenadas.

A água é uma mistura flutuante das duas estruturas em temperaturas que vão até próximo ao ponto de ebulição. Conforme a temperatura sobe, diminui a ocorrência dos aglomerados tetraédricos; mas eles estão sempre lá, com praticamente o mesmo tamanho. As regiões desordenadas tornam-se ainda mais desordenadas conforme a temperatura sobe.

Novas teorias

O trabalho explica, ao menos parcialmente, as estranhas propriedades da água. A densidade máxima da água, ao redor dos 4° C, pode ser explicada pelo fato de que as estruturas tetraédricas têm uma menor densidade, que não varia significativamente com a temperatura, enquanto as regiões desordenadas - que têm maior densidade - tornam-se mais desordenadas, e portanto menos densas, com o aumento da temperatura.

Da mesma forma, quando a água aquece, aumenta o percentual de moléculas no estado mais desordenado, permitindo que essa estrutura excitada absorva quantidades significativas de calor, o que explica a grande capacidade da água em armazenar calor.

Já a alta tensão superficial da água poderia ser explicada pela tendência de formação de fortes ligações de hidrogênio.

Começando pelo mais simples

Estas descobertas, e as que ainda deverão vir, dada a grande quantidade de "esquisitices" da água que continuam requerendo explicação, têm um significado muito prático para campos como a modelagem do clima, a medicina e a biologia.

"Se nós não entendemos esse material básico da vida, como poderemos estudar os materiais mais complexos, como as proteínas, que ficam imersos em água?" pergunta o Dr. Congcong Huang, responsável pela análise da água utilizando raios X. "Nós devemos entender o simples antes que possamos compreender de fato o mais complexo."

Bibliografia:
The inhomogeneous structure of water at ambient conditions
C. Huang, K. T. Wikfeldt, T. Tokushima, D. Nordlund, Y. Harada, U. Bergmann, M. Niebuh, T. M. Weiss, Y. Horikawa, M. Leetmaa, M. P. Ljungberg, O. Takahashi, A. Lenz, L. Ojamäe, A. P. Lyubartsev, S. Shin, L. G. M. Pettersson, A. Nilsson
Proceedings of the National Academy of Sciences
August 13, 2009
Vol.: Published online before print
DOI: 10.1073/pnas.0904743106

domingo, 30 de agosto de 2009

Molécula individual é "fotografada" pela primeira vez

FONTE: Inovação Tecnológica

"Fotografia" de uma molécula individual

Cientistas da IBM, em Zurique, produziram a primeira imagem da "anatomia" de uma molécula. Embora os mais poderosos microscópios já tenham conseguido fazer imagens de átomos individuais, que são muito menores, as moléculas são muito mais sensíveis e não existia até agora um equipamento capaz de "fotografá-las" diretamente.

O termo fotografia, como comumente usado, não é exato porque a imagem é gerada pela interação entre a ponta de prova de um microscópio de força atômica e a molécula que está sendo observada. As medições dessas interações são interpretadas pelo software do microscópio, que produz uma imagem do relevo da molécula.

Imagens das estruturas atômicas

"Embora não seja uma comparação exata, se você pensar em como um médico usa um raio X para fazer imagens dos ossos e dos órgãos internos do corpo humano, nós estamos usando o microscópio de força atômica para fazer uma imagem das estruturas atômicas que são a espinha dorsal das moléculas individuais," disse o Dr. Gerhard Meyer, que coordenou o grupo de pesquisadores.

A nova tecnologia de imageamento molecular terá grande impacto em todas as pesquisas envolvendo as nanociências e nanotecnologias, além da biologia, química e eletrônica molecular.

Tipos de microscópios eletrônicos

As primeiras imagens de átomos individuais foram geradas ainda nos anos 1970 alvejando-se uma amostra metálica com um feixe de elétrons, uma técnica chamada Microscopia de Transmissão Eletrônica (TEM - Transmission Electron Microscopy). O problema com essa técnica é que o feixe de elétrons destrói as ligações entre os átomos que formam a molécula, tornando impraticável a geração da imagem de uma molécula inteira.

Uma outra técnica de imageamento atômico é chamada Microscopia de Varredura por Tunelamento (STM - Scanning Tunnelling Microscopy), que usa uma ponta de prova para medir a densidade das cargas elétricas de cada átomo.

A terceira técnica, que foi a base para o avanço agora alcançado pelos cientistas da IBM, é a Microscopia de Força Atômica (AFM - Atomic Force Microscopy), que produz as imagens medindo a força de atração entre os átomos da amostra e a ponta de prova do microscópio. É como se a ponta de prova, que é tão fina que sua extremidade pode conter um único átomo, "apalpasse" a amostra. A imagem é criada a partir das variações na intensidade da força de interação entre a ponta de prova e o átomo.

O microscópio eletrônico cria uma espécie de "mapa topográfico" da molécula. A visualização direta, por meios ópticos, é impraticável porque a molécula é muito menor do que o comprimento de onda da luz visível. [Imagem: IBM Research - Zurich]

Interação molecular

Embora o AFM tivesse tudo para ser usado para gerar imagens de moléculas inteiras, sua ponta acaba interagindo com a molécula, impedindo a aquisição da imagem.

Os cientistas resolveram este problema colocando na ponta de prova do microscópio uma molécula de monóxido de carbono. Como amostra, eles usaram uma molécula chamada pentaceno, uma molécula orgânica que possui 22 átomos de carbono e 14 átomos de hidrogênio e mede 1,4 nanômetro de comprimento.

Nesta configuração, a molécula de pentaceno entra em contato apenas com a molécula pouco reativa de oxigênio do monóxido de carbono, não correndo o risco de se quebrar ou de simplesmente grudar na ponta do microscópio devido às forças eletrostáticas ou de van der Waals.

Forças de atração e repulsão

Embora as forças de van der Walls atraiam a molécula para a ponta de prova, um efeito da mecânica quântica, chamado Princípio da Exclusão de Pauli, empurra-a de volta. Isto acontece porque os elétrons no mesmo estado quântico não podem se aproximar demais. Como os elétrons ao redor da molécula de pentaceno e os elétrons ao redor da molécula de monóxido de carbono estão no mesmo estado, cria-se uma pequena força repulsiva que as mantém afastadas, permitindo o funcionamento do microscópio de força atômica.

Medindo esta força, os cientistas construíram uma espécie de "mapa topográfico" da molécula, que se transformou nesta imagem histórica, a primeira visualização de uma molécula inteira.

O espaçamento entre os átomos de carbono na molécula é de 0,14 nanômetro. Na imagem pode-se ver claramente o formato hexagonal dos cinco anéis de carbono e a posição de cada átomo individual de carbono. Mesmo as posições dos átomos de hidrogênio podem ser deduzidas a partir da imagem.

A ponta do microscópio passa a apenas 0,5 nanômetro da amostra. Foram necessárias 20 horas de funcionamento do microscópio para se fazer uma única imagem.

Bibliografia:
The Chemical Structure of a Molecule Resolved by Atomic Force Microscopy
Leo Gross, Fabian Mohn, Nikolaj Moll, Peter Liljeroth, Gerhard Meyer
Science
28 August 2009
Vol.: 325. no. 5944, pp. 1110 - 1114
DOI: 10.1126/science.1176210

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Tira-Dúvidas: vírus no pen drive

Fonte: Baixaki

Proteja-se com um verdadeiro arsenal de programas que prometem aniquilar as pragas do seu Pendrive.

Muita gente utiliza o Pendrive como se fosse uma mochila de arquivos e programas. Para onde quer que a pessoa vá, lá está seu dispositivo móvel pronto para ser espetado no computador. Entretanto, nem todos os computadores estão livres de alguma ameaça e quando eles infectam os Pendrives, podem causar uma epidemia.

O usuário Yohan nos enviou um email relacionado a um problema com o vírus autorun.inf, o qual tentaremos solucionar com mais um artigo Tira-Dúvidas. Veja abaixo o seu dilema:

É o seguinte: meu computador esta com um vírus (um verme, para ser mais específico). Quando coloquei meu Pendrive no computador, o Avast! Home Editon "apitou" e vi que era um verme que se localiza no meu Pendrive. Ele informou que está no arquivo Autorun. Coloquei para deletar e “apitou” novamente, voltei a deletar e o arquivo reapareceu, e assim ficou. Passei o antivírus milhões de vezes e ele não quer sair! Ajudem, por favor! - Yohan Takai

Yohan, em primeiro lugar, obrigado por nos enviar sua dúvida que, com certeza, é um problema para muitos usuários do Baixaki. Existem diversas formas de solucionar esse problema, mas antes, vamos entender melhor o que está acontecendo no seu Pendrive.


Como o vírus atua

A maioria dos vírus que costuma se alojar em Pendrive possuem pelo menos dois componentes, um deles é o arquivo chamado “autorun.inf”. Ele é um arquivo que, por si só, não é um vírus. O Autorun é responsável por iniciar arquivos do Pendrive e outros dispositivos de mídia removível quando são conectados ao PC.

Mas porque meu antivírus o detecta como um vírus? Ele faz isso porque o arquivo “autorun.inf” não atua sozinho. Ele contém códigos responsáveis por iniciar o verdadeiro vírus (segundo componente) que está escondido em uma pasta de sistema no computador (system32) ou mesmo no Pendrive (Recycler).

A pasta varia de acordo com o tipo de vírus e pode até ser encontrado em outras pastas. Por isso, às vezes, é necessário utilizar diversas ferramentas para eliminar uma ameaça. Para saber mais sobre outros tipos de vírus, visite este link que contém um artigo com detalhes sobre algumas pragas.


Como resolver o problema

Primeiramente, procure atualizar o seu antivírus (no caso do Yohan, o Avast!) e faça uma varredura no seu computador. Em seguida, espete o Pendrive na porta USB e tente remover novamente o vírus. Nesse momento, é possível que o antivírus já tenha desenvolvido uma forma de eliminar essa praga e não será necessário recorrer para outros meios.

Caso isso não resolva, precisaremos agir mais bruscamente e desativar o sistema de autorun dos dispositivos móveis. Para isso, baixe o Panda USB and AutoRun Vaccine e salve-o em qualquer pasta do computador.

O programa não precisa de instalação, basta clicar duas vezes no arquivo para usar. Com ele aberto, clique no botão “Vaccinate computer”. Isso fará com que o Windows desabilite completamente a função autorun do computador. Isso inclui todos os drives que utilizam mídias removíveis, como USB, CDs e DVDs.

Em seguida, espete o Pendrive na entrada USB e clique no botão “Vaccinate USB”. Agora, faça uma nova varredura no Pendrive em busca de novas ameaças e apague qualquer arquivo suspeito que o antivírus encontre pela frente.

O Panda USB and AutoRun Vaccine atua de maneira simples, mas muito eficaz: ele adiciona o arquivo “autorun.inf” (sem códigos) no Pendrive de maneira que ele não possa ser alterado. Assim, quando qualquer ameaça tentar criar (ou alterar) este arquivo, ele exibirá uma mensagem de erro.


Autorun “do bem”

Caso o computador esteja seguro, ou seja, com um antivírus funcionando e todas as ameaças tratadas, é possível habilitar novamente a função autorun dos dispositivos, removendo a vacina do computador. Porém, isso não é recomendado para computadores públicos, onde outras pessoas podem utilizar Pendrives não confiáveis.

Caso o sistema de autorun não volte a funcionar, a Microsoft disponibiliza um software chamado Autofix (clique para baixar) que permite verificar se esse sistema está funcionando corretamente. Depois de utilizá-lo, talvez seja necessário fazer logoff ou reiniciar a máquina para que as alterações tenham efeito. O programa funciona apenas em Windows XP e Windows Server 2003.


Outras opções

Se a dica com o Panda não funcionou para remover o vírus que você tem no computador, experimente usar outros programas disponíveis aqui no Baixaki. O Autorun Eater, por exemplo, é um programa capaz de excluir os arquivos “autorun.inf” do computador e de dispositivos móveis.

Uma alternativa para limpar o Pendrive.PenClean é outro programa que promete analisar seu Pendrive em busca de pragas específicas para esse dispositivo. Além disso, ele pode fazer uma varredura no computador em busca de arquivos relacionados às mídias portáteis.

Somente um ataque ninja para nocautear as pragas.O Ninja Pendisk! possui um sistema um pouco diferente dos programas vistos até aqui, pois ele atua ativamente no computador através do Pendrive. Ou seja, assim que ele é espetado no computador, o programa faz uma análise no Pendrive e avisa o usuário caso encontre algo suspeito.

ClamWin em sua versão portátil.Como esse ataque se tornou cada vez mais constante, surgiram softwares antivírus que podem ser usados a partir do próprio Pendrive, como o ClamWin Portable. Assim, é possível manter o Pendrive seguro e, de quebra, eliminar pragas que estejam em outros computadores que você não considera seguro.

Esses programas não devem ser usados como única forma de prevenção e/ou remoção de vírus e Worms. Procure ter um antivírus sempre atualizado e efetuar uma varredura periódica no computador. Caso precise de uma mãozinha para decidir em qual deles confiar seus arquivos, veja alguns testes e comparações que o Baixaki realizou nesse artigo (clique para acessar).

O Pendrive se tornou uma forma muito usada para transportar arquivos de um computador para outro de forma rápida. No entanto, ao mesmo tempo, ele se tornou um verdadeiro ‘hospedeiro’ de vírus e outras pragas que encontramos na internet. Mesmo assim, é bom saber que podemos contar com programas que nos permitem prevenir e/ou remediar esses problemas; e o melhor de tudo: gratuitamente.

Esperamos que algum desses programas tenha resolvido o seu problema. Caso surjam novas dúvidas, não hesite em nos enviar um email. Um abraço da Equipe Baixaki e até a próxima.

Refrigerantes continuam sendo vendidos mesmo contendo o cancerígeno benzeno

Fonte: Diário da Saúde

Refrigerante e câncer

Milhares de brasileiros que consomem refrigerantes podem, sem saber, estar ingerindo benzeno, uma substância comprovadamente cancerígena. Apesar da associação de defesa dos consumidores Pro Teste ter feito o alerta no início de maio, até o momento nenhuma providência foi tomada nem pelos órgãos competentes, nem pelas empresas.

Os fabricantes não negam a denúncia e alegam que cumprem os requisitos contidos na legislação brasileira. De acordo com o Ministério da Agricultura, "não há limite estabelecido oficialmente para o benzeno em refrigerantes".

Refrigerantes com benzeno

Segundo a coordenadora institucional da Pro Teste, a advogada Maria Inês Dolci, o objetivo inicial da entidade era apenas analisar a higiene e o valor nutricional das bebidas.

Para surpresa dos pesquisadores, sete das 24 amostras de diferentes marcas submetidas a testes revelaram indícios de benzeno: Fanta Laranja; Fanta Laranja light; Sukita; Sukita Zero; Sprite Zero; Dolly Guaraná e Dolly Guaraná diet.

Como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), responsável pelo controle e fiscalização dos produtos e serviços que envolvam risco à saúde pública, não estabelece limites para a presença da substância em refrigerantes, os pesquisadores se basearam nos parâmetros legais sobre a existência do benzeno na água para definir um referencial "considerado aceitável" à saúde humana.

Mesmo por esse critério - que o próprio Ministério da Agricultura considera "inadequado" -, a Fanta Laranja light e a Sukita Zero foram reprovadas. No caso da Sukita Zero, a concentração da substância excedia em quatro vezes o valor de referência.

Empurra-empurra

Responsável por registrar os produtos, o ministério informa que é possível que o benzeno se forme a partir da reação entre o ácido benzoico, empregado como conservante, e o antioxidante ácido ascórbico.

Sobre o risco de os refrigerantes conterem benzeno, no entanto, o ministério se limitou a informar que, não havendo limites estabelecidos oficialmente para a presença do "contaminante" em refrigerantes, apenas checa se os ácidos benzoico e ascórbico são usados conforme permitido pela Anvisa.

A agência, por sua vez, informou que "o uso do ácido benzoico em bebidas não alcoólicas" é permitido e que o Ministério da Agricultura "deve checar se os limites de uso desses aditivos estão sendo respeitados" ao conceder o registro do produto.

Substância cancerígena

Em resposta enviada à Agência Brasil, nenhuma menção é feita ao benzeno, embora já em 2003 a própria Anvisa tenha proibido a fabricação, distribuição e comercialização de produtos que contenham a substância, caracterizada pela International Agency Research on Cancer (Iarc) como "comprovadamente cancerígena".

"O assunto é sério. Muitas pessoas consomem refrigerantes e já que constatamos a presença de benzeno em algumas bebidas, há uma responsabilidade muito grande dos órgãos reguladores e da indústria", disse a coordenadora da Pro Teste à Agência Brasil.

"Esperamos que sejam adotadas as medidas cabíveis para que seja proibida a presença de benzeno nas bebidas. Sugerimos que os fabricantes substituam um dos dois ácidos do processo industrial e que os órgãos competentes elaborem uma legislação específica que proíba a presença do benzeno em refrigerantes".

Medidas necessárias

Em resposta enviada à Pro Teste, a Coordenadoria-Geral de Vinhos e Bebidas do ministério disse estar levantando informações com os fabricantes sobre quais deles usam a combinação dos ácidos benzoico e ascórbico, "que podem causar a formação do benzeno".

O ministério garantiu que está adotando "as medidas necessárias para desenvolver uma metodologia capaz de detectar a presença do benzeno em bebidas".

Falando em nome da Coca-Cola (fabricante da Sprite Zero, Fanta Laranja e Fanta Laranja light), da Ambev (Sukita e Sukita Zero) e da empresa Dolly - procuradas pela reportagem para comentar o assunto e esclarecer se, confirmada a denúncia, alguma providência havia sido tomada -, a Associação Brasileira das Indústrias de Refrigerantes (Abir) informou que seus associados não tiveram acesso à pesquisa, não podendo comentá-la.

A entidade informou também que os produtos citados são registrados "e seus componentes e fórmulas obedecem a todos os requisitos da legislação brasileira de saúde".

Analgésico substitui o paracetamol sem causar danos ao fígado

Fonte: Diário da Saúde

Efeitos colaterais do paracetamol

O paracetamol (acetaminofeno) é um analgésico eficaz, mas também muito perigoso, sendo a maior causa de danos agudos ao fígado.

Agora, pela primeira vez, uma alternativa mais segura ao paracetamol poderá ser fabricada de forma mais barata.

Enquanto isso, a FDA (Food and Drug Administration), órgão responsável pela regulamentação de saúde nos EUA, quer diminuir a dosagem recomendada de paracetamol por dia por paciente.

Fronteira entre o benefício e o malefício

O uso do paracetamol é seguro quando usado conforme o prescrito, mas não é necessário muito mais do que a dose recomendada para que ele cause danos ao fígado, eventualmente até fatais.

Entre os medicamentos com contra-indicações, "é provavelmente a menor diferença entre a quantidade necessária para fazer efeito e a quantidade suficiente para causar danos," disse Sidney Wolfe, de uma organização de defesa do consumidor, à revista New Scientist.

Como o paracetamol é um ingrediente em várias outras formulações, de medicamentos para a gripe até narcóticos controlados como o Vicodin, é fácil tomar o dobro da dose, bastando que o paciente tome dois medicamentos que tenham o paracetamol como ingrediente.

Alternativa ao paracetamol

Um painel de especialistas também recomendou à FDA a retirada total do paracetamol da formulação de medicamentos controlados. É tido quase como certo a adoção dessa recomendação pelo agente de saúde.

Mas uma solução melhor parece estar a caminho, na forma de medicamentos como o SCP-1, que é feito de uma molécula de paracetamol unida a uma molécula de sacarina. Nos testes iniciais em humanos, o SCP-1 parece não produzir os mesmos efeitos colaterais tóxicos do paracetamol.

Pesquisadores da Universidade de Nova Orleans, descobriram pela primeira vez uma forma de sintetizar o SCP-1 de forma barata e em largas quantidades, abrindo caminho para que a alternativa possa chegar ao mercado.

Biochip faz mais de mil reações químicas simultâneas

Fonte: Inovação Tecnológica

Frascos, béqueres e pipetas poderão brevemente tornar-se coisas do passado nos laboratórios de química. Em vez de manusear alguns poucos experimentos sobre a bancada, os cientistas poderão simplesmente conectar um biochip em um computador e rodar instantaneamente milhares de reações químicas.

O resultado será literalmente encolher o laboratório para as dimensões de uma moeda.

Biochip controlado por um PC

Caminhando nessa direção, pesquisadores da Universidade da Califórnia, nos Estados unidos, desenvolveram uma tecnologia capaz de executar mais de 1.000 reações químicas de uma só vez, no interior de um biochip do tamanho de um selo.

O biochip, que é controlado por meio de um PC, poderá acelerar a identificação de compostos químicos candidatos à formulação de novos medicamentos para um sem-número de doenças, como o câncer, por exemplo.

O biochip é resultado de uma colaboração entre químicos, biólogos e engenheiros. Ele foi construído com base na chamada microfluídica - a utilização de dispositivos miniaturizados para manusear automaticamente minúsculas quantidades de líquidos.

Química click

As reações químicas no interior do biochip são feitas por meio de um processo conhecido como química click, onde as moléculas juntam-se de forma rápida e imitando os processos naturais.

Essa técnica, criada pelo Nobel de Química Barry Sharplless, tem sido usada frequentemente para identificar moléculas potenciais para medicamentos, as quais ligam-se a enzimas seja para ativar ou inibir um efeito em uma célula.

Tradicionalmente os biochips têm sido utilizados para realizar algumas poucas dessas reações químicas de cada vez. Agora os pesquisadores desenvolveram a tecnologia necessária para induzir múltiplas reações, criando um novo método mais rápido para analisar quais moléculas funcionam melhor com cada enzima estudada.

Análise off-line

O protótipo é um chip capaz de executar 1.024 reações simultaneamente. No teste de funcionamento, ele foi capaz de identificar potentes inibidores para a enzima bovina anidrase carbônica.

O teste, feito em poucas horas, compreendeu mais de mil ciclos de processos complexos, incluindo a amostragem controlada e a mistura de uma biblioteca de reagentes. No momento, o protótipo permite a análise das reações apenas de modo off-line, mas, no futuro, os pesquisadores planejam automatizar essa tarefa.

Economia de reagentes

"As preciosas enzimas necessárias para uma única reação local de química click em um laboratório tradicional agora podem ser divididas em centenas de duplicatas para executar centenas de reações em paralelo," diz o professor Hsian-Rong Tseng, coordenador do grupo que criou o biochip.

"Isso vai revolucionar o trabalho nos laboratórios, reduzindo o consumo de reagentes e acelerando o processo de identificação de candidatos a novos medicamentos," afirmou o cientista.

Os próximos passos da pesquisa incluem testes para o uso do novo biochip para outras reações químicas de classificação de compostos nos quais os compostos e as amostras estejam disponíveis apenas em quantidades muito limitadas - por exemplo, com uma classe de proteínas chamadas quinases, que desempenham um papel crucial nas transformações malignas do câncer.

Bibliografia:
An integrated microfluidic device for large-scale in situ click chemistry screening
Yanju Wang, Wei-Yu Lin, Kan Liu, Rachel J. Lin, Matthias Selke, Hartmuth C. Kolb, Nangang Zhang, Xing-Zhong Zhao, Michael E. Phelps, Clifton K. F. Shen, Kym F. Faull, Hsian-Rong Tseng
http://www.rsc.org/Publishing/Journals/lc/
Published online before print
Vol.: 16, 9, 2281
DOI: 10.1039/b907430a

terça-feira, 4 de agosto de 2009

A verdade sobre a maconha

Poucos assuntos dão margem a tanta mentira, tanta deturpação, tanta desinformação. Afinal, quais os verdadeiros motivos por trás da proibição da maconha? A droga faz mal ou não? E isso importa? Para ler a reportagem, acesse:

Site da SuperInteressante

Petróleo e gás natural podem não ser fósseis

Fonte: Site Inovação Tecnológica

Teorias famosas

O Universo originou-se de uma descomunal explosão, conhecida como Big Bang. O petróleo e o gás natural são combustíveis fósseis. Estas são provavelmente as duas teorias científicas mais disseminadas, de maior conhecimento do público e algumas das que alcançaram maior sucesso em toda a história da ciência.

Elas são tão populares que é fácil esquecer que são exatamente isto - teorias científicas, e não descrições de fatos testemunhados pela história. Mesmo porque as duas oferecem explicações para eventos que se sucederam muito antes do surgimento do homem na Terra.

Teoria dos combustíveis fósseis

Segundo a teoria dos combustíveis fósseis, que é a mais aceita atualmente sobre a origem do petróleo e do gás natural, organismos vivos morreram, foram enterrados, comprimidos e aquecidos sob pesadas camadas de sedimentos na crosta terrestre, onde sofreram transformações químicas até originar o petróleo e o gás natural.

É com base nesta teoria que chamamos as principais fontes de energia do mundo moderno de "combustíveis fósseis" - porque seriam resultado de restos modificados de seres vivos.

Teoria do petróleo abiótico

Muito menos disseminado é o fato de que esta não é a única teoria para explicar o surgimento do petróleo. Na verdade, esta teoria hegemônica vem sendo cada vez mais questionada por um grande número de cientistas, que defendem que o petróleo tem uma origem abiótica, ou abiogênica - sem relação com formas de vida.

Os defensores da teoria abiótica do petróleo têm inúmeros argumentos. Por exemplo, a inexistência de fenômenos geológicos que possam explicar o soterramento de grandes massas vivas, como florestas, que deveriam ser cobertas antes que tivessem tempo de se decompor totalmente ao ar livre, juntamente com a inconsistência das hipóteses de uma deposição do carbono livre na atmosfera no período jovem da Terra, quando suas temperaturas seriam muito altas.

A deposição lenta, como registrada por todos os fósseis, não parece se aplicar, uma vez que as camadas geológicas apresentam variações muito claras, o que permite sua datação com bastante precisão. Já os depósitos petrolíferos praticamente não apresentam alterações químicas variáveis com a profundidade, tendo virtualmente a mesma assinatura biológica em toda a sua extensão.

Além disso, os organismos vivos têm mais de 90% de água e mesmo que a totalidade de sua massa sólida fosse convertida em petróleo não haveria como explicar a quantidade de petróleo que já foi extraída até hoje.

Outros fenômenos geológicos, para explicar uma eventual deposição quase "instantânea," deveriam ocorrer de forma disseminada - para explicar a grande distribuição das reservas petrolíferas ao longo do planeta - e em grande intensidade - suficiente para explicar os gigantescos volumes de petróleo já localizados e extraídos.

Carbono do interior da Terra

Por essas e por outras razões, vários pesquisadores afirmam que nem petróleo, nem gás natural e nem mesmo o carvão, são combustíveis fósseis. Para isso, afirmam eles, o ciclo do carbono na Terra deveria ser um ciclo fechado, restrito à crosta superficial do planeta, sem nenhuma troca com o interior da Terra. E não há razões para se acreditar em tal hipótese.

Na verdade, aí está, segundo a teoria dos combustíveis abióticos, a origem do petróleo, do gás natural e do carvão: eles se originam do carbono que é "bombeado" continuamente pelas altíssimas pressões do interior da Terra em direção à superfície.

É possível sintetizar hidrocarbonetos a partir de matéria orgânica, e estes experimentos foram, por muitos anos, o principal sustentáculo da teoria dos combustíveis fósseis.

Mas agora, pela primeira vez, um grupo de cientistas conseguiu demonstrar experimentalmente a síntese do etano e de outros hidrocarbonetos pesados em condições não-biológicas. O experimento reproduz as condições de pressão e temperatura existentes no manto superior, a camada da Terra abaixo da crosta.

Metano e etano abióticos

A pesquisa foi feita por cientistas do Laboratório de Geofísica da Instituição Carnegie, nos Estados Unidos, em conjunto com colegas da Suécia e da Rússia, onde a teoria do petróleo abiótico surgiu e tem muito mais aceitação acadêmica do que em outras partes do mundo.

O metano (CH4) é o principal constituinte do gás natural, enquanto o etano (C2H6) é usado como matéria-prima petroquímica. Esses dois hidrocarbonetos, juntamente com outros associados aos combustíveis de origem geológica, são chamados de hidrocarbonetos saturados porque eles têm ligações únicas e simples, saturadas com hidrogênio.

Utilizando uma célula de pressão, conhecida como bigorna de diamante, e uma fonte de calor a laser, os cientistas começaram o experimento submetendo o metano a pressões mais de 20 mil vezes maiores do que a pressão atmosférica ao nível do mar, e a temperaturas variando de 700° C a mais de 1.200° C. Estas condições de temperatura e pressão reproduzem as condições ambientais encontradas no manto superior da Terra, entre 65 e 150 quilômetros de profundidade.

No interior da célula de pressão, o metano reagiu e formou etano, propano, butano, hidrogênio molecular e grafite. Os cientistas então submeteram o etano às mesmas condições e o resultado foi a formação de metano. Ou seja, as reações são reversíveis.

Essas reações fornecem evidências de que os hidrocarbonetos pesados podem existir nas camadas mais profundas da Terra, muito abaixo dos limites onde seria razoável supor a existência de matéria orgânica soterrada.

Reações reversíveis

Outro resultado importante da pesquisa é que a reversibilidade das reações implica que a síntese de hidrocarbonetos saturados é termodinamicamente controlada e não exige a presença de matéria orgânica.

"Nós ficamos intrigados por experiências anteriores e previsões teóricas," afirma Alexander Goncharov, um dos autores da pesquisa. "Experimentos feitos há alguns anos submeteram o metano a altas pressões e temperaturas, demonstrando que hidrocarbonetos mais pesados se formam a partir do metano sob condições de temperatura e pressão muito similares. Entretanto, as moléculas não puderam ser identificadas e era provável que houvesse uma distribuição."

"Nós superamos esse problema com nossa técnica aprimorada de aquecimento a laser, que nos permitiu aquecer um volume maior de maneira mais uniforme. Com isso, descobrimos que o metano pode ser produzido a partir do etano", declarou Goncharov.

Hidrocarbonetos gerados no interior da Terra

"A ideia de que os hidrocarbonetos gerados no manto migram para a crosta terrestre e contribuem para a formação dos reservatórios de óleo e gás foi levantada na Rússia e na Ucrânia muito anos atrás. A síntese e a estabilidade dos compostos estudados aqui, assim como a presença dos hidrocarbonetos pesados ao longo de todas as condições no interior do manto da Terra agora precisarão ser exploradas," explica outro autor da pesquisa, professor Anton Kolesnikov.

"Além disso, a extensão na qual esse carbono 'reduzido' sobrevive à migração até a crosta, sem se oxidar em CO2, precisa ser descoberta. Essas e outras questões relacionadas demonstram a necessidade de um programa de novos estudos teóricos e experimentais para estudar o destino do carbono nas profundezas da Terra," conclui o pesquisador.

Bibliografia:
Methane-derived hydrocarbons produced under upper-mantle conditions
Anton Kolesnikov, Vladimir G. Kutcherov, Alexander F. Goncharov
Nature Geoscience
26 July 2009
Vol.: Published online
DOI: 10.1038/ngeo591

Estátua de 2000 anos ajudará a evitar corrosão em equipamentos modernos

Fonte: Site Inovação Tecnológica

Encontrar uma estátua de bronze, com mais de 2.000 anos de idade, no fundo do Mar Adriático, parece ser um prato cheio para arqueólogos, historiadores e até artistas.

O que não se esperaria é que a descoberta da estátua do atleta grego Apoxiomeno pudesse ajudar a desenvolver novas formas de proteger os metais da corrosão e até de armazenar lixo nuclear.

Biomineralização

As esculturas de Apoxiomeno são bastante conhecidas, onde ele aparece raspando o suor e a sujeira do corpo com um instrumento curvo. Mas elas são geralmente feitas em pedra. A escultura que está chamando a atenção dos engenheiros e cientistas dos materiais é feita de bronze e foi descoberta em 1998.

Depois de analisá-la, os cientistas descobriram que ela é uma fonte inigualável de informações sobre um processo chamado biomineralização - um processo por meio do qual animais e plantas usam os minerais à sua volta para formar conchas e ossos. A estátua de bronze de Apoxiomeno está incrustada com depósitos assim.

Corrosão milenar

"Como os estudos de longo prazo das estruturas feitas pelo homem e recobertas por biomateriais são muito limitadas, a descoberta de uma escultura antiga imersa por dois milênios no fundo do mar representou uma oportunidade única para testar os impactos de longo prazo de um substrato artificial específico sobre os organismos que fazem a biomineralização, além dos efeitos da biocorrosão," explica o professor Davorin Medakovic, da Universidade de Zagreb, na Croácia.

Estudando detalhadamente as camadas minerais que se formaram sobre a estátua, e os organizamos fossilizados nesse processo, os pesquisadores foram capazes de avaliar como as comunidades de organismos submarinos interagem com os metais a longo prazo.

Verniz biológico

A descoberta de maior efeito prático é que determinados depósitos minerais sobre a escultura de bronze funcionaram como uma espécie de verniz, retardando a sua deterioração e preservando a estátua.

A descoberta poderá levar à criação de novos revestimentos para a proteção anticorrosiva de navios, dutos oceânicos e qualquer outro material metálico que precise ficar em contato com a água do mar.

Outro impacto possível da descoberta é a criação de recipientes metálicos com revestimentos biomineralizados, oferecendo uma proteção de longo prazo para o armazenamento de resíduos radioativos e lixo nuclear.

Bibliografia:
Biomineralization on an Ancient Sculpture of the Apoxyomenos
Daniel M. Lyons, Davorin Medakovi, Zeljko Skoko, Stanko Popovi, Sanda Ronevi, Lovorka Pitarevi Svedrui, Iskra Karni
Crystal Growth & Design
Vol.: Article ASAP
DOI: 10.1021/cg900402b

segunda-feira, 27 de julho de 2009

11 Frases Fantásticas

1 – O amor é como capim: você planta e ele cresce. Aí vem uma vaca e
acaba com tudo.
2 – Estamos numa época em que o Fim do Mundo não assusta tanto quanto
Fim do Mês.
3 – Tamanho não é documento e dinheiro não traz felicidade. (Autor
desconhecido, mas sabe-se que é pobre e de pinto pequeno)
4 – Comer puta é igual Bung Jump: a emoção é grande, mas se estourar a
borracha, você está fudido!!!
5 – Acho que estou com anorexia: Não estou comendo ninguém!
6 – O homem pensa demais porque tem 2 cabeças e… A mulher fala demais
porque tem 4 lábios !!!
7 – Velho é aquele que quando jovem costumava ter quatro membros
flexíveis e um duro. Agora tem quatro duros e um flexível.
8 – Status é comprar uma coisa que você não quer, com um dinheiro que
você não tem, para mostrar pra gente que você não gosta, uma pessoa
que você não é.
9 – Se você sentir duas bolinhas encostando na sua bunda, não se
preocupe, o pior já passou.
10 – Roubar idéias de uma pessoa é plágio… Roubar de várias, é Monografia.
11 – Já que cada vez mais as mulheres estão indo em busca de seus
direitos, bem que na volta poderiam trazer uma cerveja…

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Mais fases de msn… acho que já estão se repetindo!

'Fumo maconha, mas não trago, quem traz é um amigo meu'
(Marcelo Anthony)
'O que te engorda não é o que você come entre o Natal e o Ano Novo,
mas o que você come entre o Ano Novo e o Natal'
(Solange Couto)
'Se o horário oficial é o de Brasília, por que a gente tem que
trabalhar na segunda e na sexta?'
(Dorival Caymi)
'Para seu marido não acordar com a macaca... Depile-se'
(Cláudia Ohana)
'O homem é um ser tão dependente que até pra ser corno precisa da
ajuda da mulher. Pra ser viúvo também'
(Principe Charles)
'Por maior que seja o buraco em que você se encontra, pense que, por
enquanto, ainda não há terra em cima'
(Dercy Gonçalves)
'Cabelo ruim é igual a bandido... Ou tá preso ou tá armado'
(Ronaldinho Gaúcho)
'Preguiçoso é o dono da sauna, que vive do suor dos outros'
(Roberto Justus)
'Não me considere o chefe, considere-me apenas um colega de trabalho
que sempre tem razão'
(Galvão Bueno)
'Malandro é o pato, que já nasce com os dedos colados para não usar aliança'
(Zeca Pagodinho)
'Mulher gorda é que nem Ferrari...
Quando sobe na balança vai de zero a cem em um segundo'
(Reginaldo Leme)
'Os psiquiatras dizem que uma em cada quatro pessoas tem alguma
deficiência mental...
Fique de olho em três dos seus amigos. Se eles parecerem normais,
retardado é você'
(Antônio Palocci)
'Se homossexualismo fosse normal...
Deus teria criado Adão e Ivo'
(Gilberto Braga)
'Todo mundo tem cliente. Só traficante e analista de sistemas é que tem usuário'
(Bill Gates)
'Casamento começa em motel e termina em pensão'
(Romário)
'Seja legal com seus filhos. São eles que vão escolher seu asilo'
(Itamar Franco)
'Antigamente, o homossexualismo era proibido no Brasil.
Depois, passou a ser tolerado.
Hoje é aceito como coisa normal...
Eu vou-me embora antes que se torne obrigatório'
(Arnaldo Jabor)
'Passar a mulher pra trás é fácil. O difícil é passar adiante'
(Eduardo Suplicy)
'O Brasil está igual a carro velho: para subir não tem força, para
descer não tem freio'
(Dilma Roussef)

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Brasil é líder global em energias limpas, diz ONU

Fonte: IT

Carlos Araújo, da Rádio ONU - 04/06/2009

Um relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, Pnuma, sugere que o mundo investiu US$ 155 bilhões, o equivalente a mais de R$ 310 bilhões, em energia renovável no ano passado.

De acordo com o documento "Tendências Globais de Investimentos em Energias Sustentáveis 2009", o montante representa mais da metade dos US$ 250 bilhões do setor tradicional de energia no mesmo período.

Investimentos limpos

O relatório revela ainda que o volume de investimentos em projetos de energia limpa quadriplicou em relação a 2004, superando pela primeira vez os investimentos em energias fósseis. A maior parte desses investimentos ocorreu no Brasil e na China.

Os Estados Unidos registraram uma queda de 2%, enquanto o crescimento na Europa desacelerou.

Os maiores investimentos estão ocorrendo na área de biocombustíveis, energia eólica e solar.

Brasil como líder global

De acordo com o relatório do Pnuma, o Brasil é o maior mercado mundial de energias renováveis. Cerca de 46% de toda a energia consumida no país são provenientes de fontes limpas. E 90% dos carros produzidos hoje no Brasil são bicombustíveis, podendo rodar com gasolina ou álcool.

A agência das Nações Unidas diz ainda que o Brasil é também o líder global no financiamento de energias limpas. Mais de 90% de novos investimentos registrados na América Latina ocorreram no país.

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Genoma do gado é 80% igual ao humano

Fonte: INFO On-line

No estudo publicado em diversos veículos científicos, entre eles a ScienceNOW e a revista Science, os estudiosos concluíram que mais de dois terços do código genético do boi é idêntico ao humano.
Mas, diante de certa desmistificação dos milagres proporcionados pela decifração do DNA por parte dos próprios cientistas, a descoberta não tem como objetivo fundamental curar doenças humanas. O interesse, a princípio, é melhorar a qualidade da carne e do leite dos gados.
Nunca havia sido feito o mapeamento genético de um animal que o homem se alimenta. Com a ajuda de outra pesquisa complementar, que distingue a variação das 19 raças comerciais, será possível ver qual espécie é mais resistente a determinadas pragas, entre outras aplicações.
Segundo os pesquisadores, as aplicações não servirão para criar animais transgênicos, e sim, para aperfeiçoar os cruzamentos.
A aplicação do estudo deverá ocorrer já nos próximos dias. Cerca de 300 pesquisadores de 25 países estiveram envolvidos no envolvidos, inclusive o Brasil, com representantes da Embrapa, USP e UNESP.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Átomos de carbono são mostrados em filme pela primeira vez

Fonte: Site Inovação Tecnológica

Pela primeira vez, cientistas conseguiram fazer um filme mostrando átomos individuais de carbono movendo-se nas bordas de uma folha de grafeno.
Vendo átomos individuais
"A capacidade para ver átomos individuais movendo-se em tempo real para ver como a configuração atômica evolui e influencia as propriedades do sistema é alguma coisa como um biólogo ser capaz de ver as células se dividindo e formando um organismo," diz o físico Alex Zettl, que coordenou a pesquisa.
Os cientistas fizeram um furo na folha de grafeno - uma folha de carbono com apenas um átomo de espessura - e usaram o mais poderoso microscópio de transmissão eletrônica do mundo para filmar os átomos realinhando-se ao redor do furo, tudo em tempo real.
Spintrônica
O filme permite a visualização das ligações químicas se quebrando e formando à medida que os átomos tentam retornar para uma configuração estável depois que o furo foi feito.
Pode-se ver os átomos realinhando-se em uma estrutura em ziguezague, a mais promissora para futuros explorações da spintrônica.
"O crescimento átomo por átomo é um dos problemas mais fundamentais da física do estado sólido, mas é especialmente crítico para sistemas em nanoescala, onde a adição ou subtração de um único átomo pode ter consequências dramáticas para as propriedades mecânicas, ópticas, eletrônicas, termais e magnéticas do material," explica Zettl.
A técnica de filmagem de átomos em movimento agora poderá ser aplicada a outros materiais, permitindo o entendimento da formação e cristalização dos sólidos.
Bibliografia:
Graphene at the Edge: Stability and Dynamics
Çaglar Ö. Girit, Jannik C. Meyer, Rolf Erni, Marta D. Rossell, C. Kisielowski, Li Yang, Cheol-Hwan Park, M. F. Crommie, Marvin L. Cohen, Steven G. Louie, Alex ZettlScienceMarch 27, 2009Vol.: 323. no. 5922, pp. 1705 - 1708
DOI: 10.1126/science.1166999