sexta-feira, 8 de abril de 2011

Descoberto novo tipo de simetria na natureza

Fonte: Site Inovação Tecnológica

Simetria fundamental

Cientistas da Universidade de Pensilvânia, nos Estados Unidos, descobriram um novo tipo de simetria na estrutura dos materiais naturais.

A descoberta expande enormemente as possibilidades de descoberta e de sintetização de novos materiais com propriedades ajustadas conforme a necessidade.

A nova simetria oferece uma nova forma de entendimento da estrutura das proteínas, polímeros, minerais e materiais sintéticos, ou metamateriais.

Para se ter uma ideia da importância da descoberta, não é exagero afirmar que a simetria estabelece todas as leis naturais do universo físico.

Tipos de simetria

Até agora, os cientistas conheciam cinco tipos de simetria, que são usadas como uma espécie de ferramenta para descrever a estrutura dos chamados materiais cristalinos, cuja estrutura segue padrões ordenados.

Quatro tipos de simetrias são conhecidos há milhares de anos - chamadas rotação, inversão, rotação-inversão e translação.

Um quinto tipo de simetria foi descoberto há cerca de 60 anos, chamado reversão temporal.

Agora, Venkatraman Gopalan e seus colegas acrescentaram um sexto tipo de simetria a esta lista, que foi batizada de rotação reversa.

Assim, o número de formas conhecidas nas quais os componentes dos materiais cristalinos podem se organizar saltou de 1.651 para 17.800.

"Nós combinamos matematicamente a nova simetria de rotação reversa com as cinco simetrias conhecidas e agora sabemos que os grupos simétricos podem se formar nos materiais cristalinos em um número de combinações muito maior," explicou Daniel Litvin, coautor do trabalho.

Aplicações práticas

A descoberta vai facilitar o entendimento da estrutura de muitas moléculas biológicas, que são classificadas como "destras" e "canhotas" - isso inclui o DNA, os açúcares e as proteínas.

"Nós descobrimos que a simetria de rotação reversa também existe em pares de estruturas, onde os componentes parceiros se inclinam um na direção do outro, então um para longe do outro, em padrões emparelhados simetricamente ao longo do material," contou Gopalan.

Os pesquisadores afirmam que é possível que componentes com simetria de rotação reversa possam ser estruturados para funcionar como chaves liga/desliga para uma grande variedade de novas aplicações.

Os computadores também poderão ter seus benefícios.

Descoberto novo tipo de simetria na natureza

"Por exemplo, o objetivo de desenvolver um material ferroelétrico exige um material no qual coexistam os dipolos elétricos e os momentos magnéticos - ou seja, um material que permita o controle elétrico do magnetismo, algo que seria muito útil para os computadores," afirma Gopalan.

Tais materiais se tornam mais factíveis agora que os cientistas sabem que as possibilidades de arranjo da estrutura atômica são muito maiores do que se previa anteriormente, o que permite vislumbrar a existência, ou a possibilidade de sintetização, de materiais com combinações incomuns de propriedades.

Os cristais de quartzo, por exemplo, usados em relógios de pulso, poderão ter propriedades ópticas ainda nem sequer imaginadas, com igualmente nem sequer imaginadas possibilidades de aplicação.

Simetria rotação reversa

Ao contrário dos outros tipos de simetria, a rotação reversa não age sobre toda a estrutura do material de uma só vez, mas em componentes isolados.

O tipo mais simples de simetria - a simetria de rotação - é bem óbvio: imagine um quadrado sendo girado ao redor de seu ponto central. O quadrado mostra sua característica simétrica ao conservar a mesma aparência durante a rotação, a 90, 180, 270 e 360 graus.

Os cientistas afirmam que a nova simetria também é óbvia, desde que você saiba para onde olhar e que preste atenção em formatos espirais.

Da mesma forma que um quadrado tem a qualidade da simetria de rotação mesmo quando não está sendo girado, um formato espiral tem a qualidade da simetria de rotação reversa mesmo quando não está sendo fisicamente forçado a girar na direção reversa.

Bibliografia:
Rotation-reversal symmetries in crystals and handed structures
Venkatraman Gopalan, Daniel B. Litvin
Nature Materials
3 April 2011
Vol.: Published online
DOI: 10.1038/nmat2987

Camada de ozônio no Ártico sofre redução recorde de 40%

Fonte: Site Inovacao Tecnologica

Diminuição da camada de ozônioO frio intenso na estratosfera parece ser a principal causa da diminuição recorde dos níveis atmosféricos da substância.[Imagem: ESA]

A camada de ozônio sobre o Ártico sofreu uma redução sem precedentes de 40% no último inverno no hemisfério norte (verão no Brasil), alertou nesta terça-feira a Organização Meteorológica Mundial (OMM, uma agência da ONU).

O frio intenso na estratosfera parece ser a principal causa da diminuição recorde dos níveis atmosféricos da substância.

Segundo a Agência Espacial Europeia, a diminuição do ozônio foi causada por ventos excepcionalmente fortes, chamados vórtices polares, que isolaram a massa de ar atmosférica do Pólo Norte, impedindo que ela se misturasse com o ar das altitudes médias.

A camada impede a passagem dos raios ultravioleta do sol. Esses raios têm efeitos nocivos à saúde, podendo provocar câncer e outras doenças.

Segundo a OMM, no fim de março, 40% do ozônio na estratosfera sobre o Ártico havia sido destruído. O recorde anterior era de 30%.

Inverno no alto

No último inverno, enquanto o Ártico teve um clima mais quente que o normal no solo, as temperaturas entre 15 km e 20 km acima da superfície da Terra despencaram.

"O grau de perda de ozônio durante cada inverno depende das condições meteorológicas", disse Michel Jarraud, secretário-geral da Organização Meteorológica Mundial (OMM).

"A perda de ozônio em 2011 mostra que precisamos continuar vigilantes e prestar muita atenção na situação do Ártico nos próximos anos."

Os invernos mais longos e gelados no Pólo Sul chegam a provocar uma diminuição de 55% da camada de ozônio, mas isso não afeta muito a saúde humana porque a Antártida é inabitada e apenas uma pequena parte do extremo sul da América do Sul ocasionalmente fica sob o buraco.

Mas no Ártico é diferente. Em março, ventos levaram a região com menos ozônio para cima da Groenlândia e da Escandinávia.

A OMM pediu à população nessas regiões que preste atenção a alertas e previsões sobre os níveis de ozônio.

Efeitos tardios

A diminuição da camada de ozônio é frequentemente considerada como um problema resolvido por tratados como os de Montreal e os que o sucederam.

Mas a concentração de substâncias nocivas ao ozônio em regiões polares diminuiu em apenas 10% com relação ao seu auge, antes da entrada em vigor do Protocolo.

"Nas próximas décadas, a história (do ozônio ártico) será determinada pelas temperaturas e não sabemos quais são os fatores que as determinam", disse o pesquisador Markus Rex do instituto alemão Alfred Wegener de pesquisa polar e marinha.

"É um grande desafio entender isso e como determinará a perda de ozônio nas próximas décadas", completa.

Projeções sugerem que o buraco na camada de ozônio na Antártida não deve se recuperar antes de 2045.

Produtos "verdes" não cumprem o que prometem

Fonte: Diário da Saúde

Insustentáveis

Produtos para uso doméstico e pessoal com rótulos alegando "sustentabilidade" e "verde" em relação aos seus ingredientes não estão fornecendo o que prometem.

Uma pesquisa realizada nos Estados Unidos mostrou que muitos desses produtos possuem quantidades surpreendentemente grandes de ingredientes à base de petróleo.

As alegações de sustentabilidade se baseiam na utilização de ingredientes renováveis, normalmente de origem vegetal.

Propaganda enganosa

Cientistas da Universidade de Vermont usaram análises químicas com carbono-14 para determinar a origem dos ingredientes presentes em sabões para lavar roupas, detergentes e sabonetes.

Inicialmente, os pesquisadores analisaram produtos que traziam rótulos com alegações "verdes", afirmando usar matérias-primas sustentáveis.

As análises mostraram que até 50% do conteúdo desses produtos consiste em componentes à base de petróleo.

Nos produtos que alegam ser "de fontes naturais" ou "à base de plantas", os cientistas encontraram entre 3 e 57% de carbono derivado de petróleo.

Um produto em particular, que traz em seu rótulo a informação "Isento de Petroquímicos", teve resultados surpreendentes: as análises mostraram 31% de carbono de origem petroquímica em sua composição.

Carbono fóssil

O carbono 14 presente quando florestas ou organismos pré-históricos absorveram CO2 da atmosfera decaiu inteiramente ao longo das eras em que o petróleo se formou e ficou retido no subsolo.

Assim, se um produto não contém carbono-14, sua composição deve ser praticamente toda derivada de fontes fósseis - carbono ou gás natural.

Se o carbono 14 estiver presente, seu percentual pode ser usado para calcular a proporção de ingredientes de origem vegetal, portanto renovável.

Atualmente não existem normas para regulamentar o uso de rótulos com alegações "verdes", alegando sustentabilidade ambiental ou de origem renovável.

Boas notícias

Mas a pesquisa, apresentada durante a reunião da Sociedade Química Americana, também trouxe boas notícias.

Entre 28 e 44% do carbono presente em produtos que não fazem qualquer alegação de sustentabilidade em seus rótulos, já têm origem vegetal, renovável.

terça-feira, 5 de abril de 2011

ADMINISTRAÇÃO DO TEMPO–A TÉCNICA POMODORO

 

Disponível em:

http://www.posgraduando.com/tutoriais/administracao-do-tempo-a-tecnica-pomodoro

Agrotóxicos ameaçam saúde humana e meio ambiente

Fonte: Diario da Saúde

Perigos dos defensivos agrícolas

Os defensivos agrícolas precisam ser substituídos por produtos de menor toxicidade.

Além disso, deve-se dar toda a atenção para o perigo do uso de agrotóxicos contrabandeados.

Estes foram os principais alertas feitos por especialistas que participaram de mesa-redonda promovida pela Rádio Nacional de Brasília para debater o uso inadequado de agrotóxicos nas lavouras.

Contaminação dos produtos agrícolas

Os debatedores observaram que é preocupante a contaminação dos produtos agrícolas e de origem animal que pode afetar a saúde humana.

O professor da Universidade Federal do Rio de Janeiro e ex-presidente da Comissão Nacional de Energia Nuclear, José Luiz Santana, ponderou que o uso de defensivos acaba sendo necessário para que a produção agrícola mundial se situe no patamar anual de 2 bilhões de toneladas de grãos.

Por isso, segundo ele, "é preciso que a própria sociedade cobre o emprego correto desses produtos de forma que os efeitos negativos para a saúde do consumidor sejam reduzidos".

Contaminação do leite materno

O médico e doutor em toxicologia da Universidade Federal de Mato Grosso Wanderlei Pignatti afirmou que, em 2009, foram utilizados, no Brasil, 720 milhões de litros de agrotóxicos. Só em Mato Grosso, foram consumidos 105 mil litros do produto.

Ele indaga "onde vai parar todo esse volume" e defende a reciclagem das embalagens vazias a fim de não contaminarem o meio ambiente. A chuva e os ventos favorecem a contaminação dos lençóis freáticos.

Entre os defensivos agrícolas mais perigosos, ele cita os clorados, que estão proibidos em todo o mundo e ainda são utilizados largamente no Brasil. São defensivos que causam problemas hormonais e que podem afetar a formação de fetos, segundo o médico.

O professor relatou que, nos locais onde o uso de agrotóxicos não é feito com critério, encontram-se casos de contaminação do próprio leite materno, "o alimento mais puro que existe", o que ocorre pela ingestão do leite de vaca. "A mulher vai ter todo o seu organismo afetado quando o seu leite não estiver puro e os efeitos tóxicos podem ficar armazenados nas camadas de gordura do corpo".

Ele lembrou ainda que há uma resolução do Ministério da Agricultura que proíbe a pulverização de agrotóxicos num raio de 500 metros onde haja habitação e instalações para abrigar animais, distância que tem que ser observada também em relação às nascentes.

Alertas e alarmes

O professor Mauro Banderali, especialista em instrumentação ambiental na área de aterros sanitários, reconhece que, apesar da cultura de separação do lixo tóxico em aterros que há existe no país, ainda não se sabe exatamente o potencial dos agrotóxicos para contaminar o solo e a água e, consequentemente, os seres humanos pelo consumo de alimentos cultivados em áreas pulverizadas.

"A preparação do campo para o plantio é, frequentemente, feita sem se saber se vai vir chuva. Quando o tempo traz surpresas, ocorre a contaminação das nascentes em lugares onde a aplicação foi demasiada," disse Banderali.

O professor José Luiz Santana ressalva que existem propriedades muito bem administradas onde há a preocupação de manter práticas sustentáveis. Mas ele denunciou que há agricultores que usam marcas tidas como ultrapassadas na área dos químicos e que podem ser substituídas por alternativas de produtos mais evoluídos, disponíveis no mercado.

Para ele, apesar da seriedade do assunto, "não se deve assustar as pessoas quanto ao consumo de alimentos", já que as áreas do governo que cuidam do tema têm o dever de trabalhar pelo bom uso dos agrotóxicos e, além disso, conforme ressaltou, a agricultura conta com um "trabalho de apoio importante por parte de organizações não-governamentais que procuram difundir o uso correto dos defensivos agrícolas.