sexta-feira, 22 de julho de 2011

Bill Gates quer reinventar o vaso sanitário

Fonte: Site Inovação Tecnológica

Banheiro sem água e sem esgoto

A Fundação Bill & Melinda Gates anunciou que irá custear uma pesquisa para "reinventar a privada".

O objetivo do projeto é desenvolver novas tecnologias para o processamento de dejetos humanos sem qualquer ligação a linhas de água, energia ou esgoto.

Para Gates, a privada ideal para os países em desenvolvimento deve ser auto-sustentável, de custo acessível e sem ligações a linhas de energia, água ou esgoto, que quase nunca estão disponíveis nas condições em que o novo sanitário deverá ser utilizado.

Plasma de micro-ondas

A tarefa de reinventar o vaso sanitário caberá a um grupo de cientistas e engenheiros da Universidade de Tecnologia de Delft, na Holanda, sob a coordenação do professor Georgios Stefanidis.

"Vamos aplicar a tecnologia de micro-ondas para transformar os dejetos humanos em eletricidade. A partir desta inovação, pretendemos idealizar o design e construir um protótipo modular para um banheiro completo que satisfaça as urgentes necessidades do mundo em desenvolvimento," afirmou Stefanidis.

Inicialmente os dejetos humanos serão secos. Em seguida, os resíduos sólidos serão gaseificados utilizando plasma, criado por micro-ondas em um reator apropriado.

Este processo vai gerar o chamado gás de síntese, uma mistura de monóxido de carbono (CO) e hidrogênio (H2). O gás de síntese será então usado para alimentar um conjunto de células de combustível de óxidos sólidos (SOFC: solid oxide fuel cell) para a geração de eletricidade.

"Para que o processo seja energeticamente auto-suficiente, parte da eletricidade produzida será usada para ativar a gaseificação a plasma, enquanto o calor recuperado do fluxo de gás de síntese e dos gases de escape das células de combustível será usado para a secagem dos resíduos," explica o pesquisador.

Privada barata

Aproximadamente 2,6 bilhões de pessoas em todo o mundo não têm acesso ao saneamento básico. O impacto negativo dessa situação sobre a saúde dessas populações é enorme.

Para mudar esta situação, Bill Gates e sua esposa acreditam que a solução é reinventar o vaso sanitário.

E, como o projeto é voltado para atender às necessidades dos países em desenvolvimento, uma das exigências é que o banheiro sem água e sem esgoto possa ser construído a custos acessíveis.

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Não é tão fácil ser um consumidor verde

Fonte: Diário da Saúde

Produtos verdes

Os consumidores não parecem dispostos a trocar sua segurança por aspectos mais verdejantes daquilo que compram - não vendo nisso nenhum "descompromisso" com suas preocupações ambientais.[Imagem: Norwegian Business School]Será que as pessoas que defendem estilos de vida mais ambientalmente amigáveis estão dispostas a fazer sacrifícios por isto?

Infelizmente, a própria pergunta parece ser mal feita.

Isto porque, segundo um estudo realizado por cientistas da Noruega, o fato de ser "verde" não é o aspecto de um produto mais avaliado pelos consumidores.

Por exemplo, os consumidores não parecem dispostos a trocar sua segurança por aspectos mais verdejantes daquilo que compram - não vendo nisso nenhum "descompromisso" com suas preocupações ambientais.

Hiato Valor-Ação

A Noruega é frequentemente citada como um dos países mais ecologicamente conscientes, e está classificada na 5ª posição dentre 163 países na escala Indicador de Desempenho Ambiental (Environmental Performance Indicator).

A pesquisa realizada por Erik Farstad, Damir Ljubuncic e Erik Olson, contudo, mostra que muitos noruegueses não estão dispostos a sacrificar a qualidade tradicional e os atributos de desempenho a fim de ter um produto mais verde.

A contradição entre o desejo declarado de um ambiente mais limpo e sustentável e um consumo gerador de elevados níveis de emissão de poluentes tem sido chamada de hiato Valor-Ação.

Mas são poucas as pesquisas empíricas que abordam a importância relativa dos atributos verdes em situações reais de compra.

Atributos verdes

Os atributos verdes podem tornar difícil a escolha de produtos porque isto frequentemente força os consumidores a fazer concessões sobre outros atributos "convencionais" importantes, como confiabilidade, desempenho, conveniência e preço.

Isso cria impasses para o consumidor, porque quase sempre é impossível "ter tudo".

O propósito dos cientistas noruegueses foi examinar a importância relativa dos atributos verdes quando eles são negativamente correlacionados com outros atributos importantes em duas categorias de produtos com forte impacto ambiental: os automóveis e os eletrônicos de consumo.

Os carros, por exemplo, normalmente alcançam maior eficiência de combustível e emissões de poluentes mais baixas à custa de outros atributos, como desempenho - motores econômicos normalmente têm menos potência - e preço - tecnologias de economia de combustível são mais caras, como carros elétricos ou híbridos.

Tecnologia e segurança

Durante a pesquisa, os entrevistados receberam uma lista com 9 diferentes TVs e 9 diferentes carros.

Eles tinham que avaliar duas medidas: 1) uma escala de intenção de compra de 7 pontos, e 2) uma questão aberta sobre o "montante que esperavam pagar".

Em termos gerais, os resultados mostram que, para a TV, os atributos mais importantes para explicar as intenções de compra são a tecnologia da tela e o tamanho da tela.

Para os carros, o atributo mais importante para explicar as intenções de compra é a segurança, enquanto o menos importante é a tecnologia do motor.

Consumo de energia

Para ambos os produtos, o atributo consumo de energia explica menos de 25% da variância total da intenção de compra.

Com o preço esperado como uma variável dependente, os dados das TVs indicam que a economia de energia tem apenas 1/30 do valor financeiro dado ao tamanho da tela - com a preferência claramente recaindo em tamanhos maiores, que consumem mais energia elétrica.

Para os carros, as características menos verdes do produto - ou seja, carros mais rápidos e mais seguros - são os dois atributos mais valorizados financeiramente.

Uso de alimentos refinados aumenta risco de doenças

Fonte: diário da saúde

Há 35 anos, os cursos de medicina consideravam o diabetes como uma doença que atingia geralmente idosos. Atualmente crianças nascem diabéticas.

Na Alemanha, há 100 anos, a cada trinta pessoas, uma tinha câncer; as estatísticas recentes na Europa apontam que, a cada três pessoas, uma teve, tem ou terá a doença - nos Estados Unidos o grupo é reduzido para duas pessoas.

Essas são algumas das constatações do especialista em terapêutica natural, Dr. Fernando Hoisel, da Universidade Federal da Bahia.

Alimentos terapêuticos

O especialista foi enfático ao relacionar o modo de vida, em especial os costumes alimentares, após a Revolução Industrial, ao crescimento exponencial dos casos de doenças cardíacas, obesidade, diabetes e câncer.

Para Hoisel, que tem 35 anos de atuação na área, nas últimas quatro décadas os hábitos alimentares da humanidade mudaram mais do que nos 40 mil anos anteriores.

O especialista destaca a importância de levar informação para a população e desmistificar preconceitos existentes sobre o consumo de alimentos de modo terapêutico e sobre alimentação saudável.

Perigo dos alimentos refinados

A farinha de trigo refinada - que substituiu a farinha integral por oferecer maior durabilidade - e o açúcar e o sal refinados - que após o processo de refinamento perdem mais de 80 nutrientes e ganham sete substâncias duvidosas que lhes conferem o aspecto conhecido (branco e seco) - são, para Hoisel "os três assassinos brancos" e correspondem aos principais vilões da saúde.

Ao passo que esses alimentos tornaram-se comercialmente viáveis, aumentou-se a distribuição e o consumo. Dados trazidos pelo especialista indicam, por exemplo, que o consumo de açúcar que 80 anos atrás era de 4kg ao ano por pessoa, atualmente é em média 70 kg/ano por pessoa.

Outro fator é o uso dos agrotóxicos no cultivo dos alimentos.

Para Hoisel, que integra o Movimento de Agricultura Orgânica, o efeito medicinal de frutas e verduras é muito maior do que os possíveis efeitos nocivos dos produtos químicos aplicados. Ele ainda alerta que o uso desses produtos em carnes e laticínios tem sido muito maior do que o presente em frutas e verduras.

Medicina tradicional

Fernando Hoisel queixa-se em relação ao modo tradicional de atuar e ensinar medicina.

Ele questiona, inclusive, essa tradição, justificando que a medicina com plantas e alimentação é anterior à medicina "sustentada pela indústria farmacêutica, que vive da cronificação das doenças".

Outro ponto de desacordo apresentado se refere à exclusão de disciplinas que estudam o uso de alimentos e plantas no curso de medicina. "Não são os remédios que dão saúde, o que dá saúde é deixar de fazer aquilo que está causando a doença", declara.

Doenças em números

Os últimos dados divulgados pelo Ministério da Saúde indicam que a proporção de brasileiros diagnosticados com hipertensão arterial cresceu de 21,5%, em 2006, para 24,4%, em 2009.

A mesma pesquisa reforça o que Fernando Hoisel afirma: o acesso à informação é um facilitador à melhor condição de vida. Entre os adultos com até oito anos de educação formal, 31,5% declaram que têm hipertensão. O percentual cai para 16,8% se considerado o grupo de pessoas de nove a 11 anos de instrução.

No mesmo ano, a edição 2009 da pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel) indica aumento dos casos de obesidades: dos 54 mil entrevistados, 46,6% foram considerados com excesso de peso e 13,9% com obesidade - o que corresponde a um crescimento de quase 4% no primeiro caso e de 2,5% no segundo, comparando os anos de 2006 e 2009.

Os números também são alarmantes para casos de diabetes, segundo o Ministério da Saúde, 5,8% da população a partir dos 18 anos têm diabetes tipo 2, o equivalente a 7,6 milhões de brasileiros.

Quando a tecnologia vira lixo: os efeitos adversos do lixo eletrônico

Fonte: diário da saúde

Eletrônicos no ar

Além de seu efeito nocivo sobre o meio ambiente e o contrabando ilegal para os países em desenvolvimento, os pesquisadores agora associaram o lixo eletrônico a efeitos adversos sobre a saúde humana.

Os danos incluem a inflamação e o estresse oxidativo, precursores de doenças cardiovasculares, danos ao DNA e, possivelmente, câncer.

Em um estudo publicado no jornal científico Environmental Research Letters, os pesquisadores recolheram amostras de ar em uma das maiores áreas de desmantelamento de lixo eletrônico na China e examinaram seus efeitos sobre as células epiteliais do pulmão humano.

Lixo eletrônico

O lixo eletrônico inclui aparelhos elétricos e eletrônicos que chegaram ao fim de sua vida útil, como computadores, televisores, impressoras e telefones celulares.

Grande parte do lixo eletrônico de todo o mundo é exportada para a China.

Devido à forma como é feito o processo de reciclagem, a céu aberto, são liberados muitos poluentes, tais como poluentes orgânicos persistentes e metais pesados, que podem facilmente se acumular no corpo humano através da inalação do ar contaminado.

Inflamação e estresse oxidativo

Depois de expor as células pulmonares cultivadas em laboratório aos constituintes orgânico-solúveis e solúveis em água das amostras de ar, os pesquisadores testaram os níveis de interleucina-8 (IL-8), um importante mediador da resposta inflamatória, e Espécies Reativas de Oxigênio (ROS), moléculas quimicamente reativas que, quando em excesso, podem causar grandes danos à saúde.

As amostras também foram testadas para a expressão do gene p53 - um gene supressor de tumor que produz uma proteína que ajuda a neutralizar os danos celulares. A expressão desse gene pode ser vista como um marcador de danos celulares em andamento.

Os resultados mostraram que as amostras de poluentes causaram aumentos significativos tanto do IL-8 quanto dos níveis de ROS - indicadores de uma resposta inflamatória e estresse oxidativo, respectivamente.

Aumentos significativos também foram observados nos níveis da proteína p53, com o risco dos poluentes orgânico-solúveis sendo muito muito maiores do que os poluentes solúveis em água.

"Tanto a resposta inflamatória quanto o estresse oxidativo podem ocasionar danos ao DNA, o que poderia induzir a oncogênese, ou até mesmo câncer. Naturalmente, a resposta inflamatória e o estresse oxidativo também estão associados com outras doenças, como as doenças cardiovasculares," explicou o Dr. Fangxing Yang, da Universidade de Zhejiang.

Desmantelamento primitivo

Agora os cientistas vão prosseguir o estudo, para tentar caracterizar os componentes presentes no ar poluído e identificar os principais contribuintes para estes efeitos adversos.

"A partir destes resultados fica claro que o desmantelamento 'aberto' do lixo eletrônico deve ser proibido, melhorando estas técnicas mais primitivas. Como os resultados mostram potenciais efeitos adversos à saúde humana, os trabalhadores nesses locais também devem receber a proteção adequada," afirmou o cientista.

"Além disso, deve-se considerar o processo de fabricação inicial dos produtos elétricos e eletrônicos, buscando utilizar materiais mais amigáveis ao meio ambiente e aos humanos," concluir Yang.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

Chinês bebe gasolina há 42 anos como remédio para tosse e dor de garganta

Fonte: Uol

Um chinês de 71 anos, morador da cidade de Chongqing, bebe gasolina e querosene há 42 anos, já que segundo ele são bons para curar tosse e dores de garganta, informou nesta quarta-feira o diário "Global Times".
Chen De, que tem apenas 1,50 metro de estatura e é muito magro, disse que bebe entre três e quatro litros de gasolina por mês.
O idoso lembra que começou a consumir querosene em 1969, quando uma pessoa recomendou o combustível como remédio para tratar uma tosse muito forte que o afligia, e seguiu a fazer isso ao confirmar que suavizava sua garganta.
A gasolina chegou depois, quando a venda de querosene sofreu restrições no país asiático.
Chen, que calcula ter consumido neste tempo uma tonelada e meia destes combustíveis, defende que as "bebidas" foram muito benéficas para sua saúde.
Os filhos de Chen tentaram convencê-lo a deixar de beber os combustíveis, mas ele sempre se negou e, cansado desta insistência, há oito anos vive sozinho.
Inteirados do caso de Chen, médicos do hospital Honglou, em Chongqing, o visitaram e ofereceram a ele um tratamento gratuito para controlar sua doença, mas o idoso recusou a oferta, dizendo que sua saúde esteve muito bem nos últimos anos.
Os médicos confirmaram que a saúde de Chen é normal, embora tenha os pulmões um pouco inflamados, e disseram que seu corpo já deve ter se acostumado ao consumo de combustível como uma dependência.
Segundo calcula o "Global Times", a quantidade de combustível que Chen consumiu nos últimos 42 anos seria suficiente para percorrer 21.600 quilômetros de carro.

sexta-feira, 8 de julho de 2011

Maconha natural torna alimentos gordurosos irresistíveis

Fonte: Site Diário da Saúde

Químicos "tipo maconha"

Um estudo revelou que a gordura contida em alimentos como batatas fritas desencadeia um mecanismo biológico de gula no organismo que atua de modo similar aos efeitos da maconha.

A pesquisa, feita por cientistas da Universidade de Califórnia, descobriu que quando provaram comidas gordurosas, ratos, utilizados como cobaias na pesquisa, começaram a produzir substâncias químicas conhecidas como endocanabinoides.

Os endocanabinoides são uma espécie de lipídios biologicamente ativos, que exercem um efeito semelhante ao da maconha sobre o indivíduo.

Da língua ao intestino

O processo, relata a pesquisa, tem início na língua, onde as gorduras contidas no alimento geram um sinal que viaja do cérebro, através de um feixe de nervos conhecido como nervo vago, para o intestino.

Lá, ocorre o estímulo na produção de endocanabionoides, e a substância provoca uma onda de ativação celular, que induz à ingestão desenfreada de alimentos gordurosos.

Uma pesquisa brasileira recentemente mostrou que esses compostos químicos derivados da maconha também podem aliviar ansiedades provocadas por traumas psicológicos.

Maconha natural do corpo

"Nós sabemos que comidas gordurosas podem ter um um bom sabor, mas os mecanismos moleculares e sinais por trás dessa resposta eram desconhecidos. Agora sabemos que comidas gordurosas geram um sinal na língua que leva o intestino delgado a produzir as substâncias químicas conhecidas como a maconha natural do corpo humano, que induzem ao consumo de gordura," afirma Daniele Piomelli, que comandou a pesquisa.

A pesquisa pode indicar novos caminhos na luta para conter a obesidade e outras doenças, segundo os cientistas envolvidos no estudo.

A ampla disponibilidade de alimentos gordurosos em países industrializados é considerada um fator determinante para condições como a obesidade, diabetes, câncer e doenças cardiovasculares.

Combatendo o vício

O estudo sugere que pode ser possível conter a compulsão de se comer alimentos gordurosos ao se obstruir atividades endocanabinoide, por meio da utilização de medicamentos que bloqueiam a ação desses lipídios.

Como tai drogas bloqueadoras não precisam penetrar no cérebro, elas não teriam porque causar efeitos colaterais, como ansiedade e depressão, que surgem quando a ação endocanabinoide é bloqueada no cérebro, conta Piomelli.