terça-feira, 22 de novembro de 2011

Lobotomia: Quando a ciência se torna bárbara e grotesca

Por Moisés de Freitas, Site Diário da Saúde

Coragem

Você duvidaria de uma descoberta científica que ganhasse o Prêmio Nobel de Medicina?

Você se recusaria a passar por uma cirurgia que médicos de todo o mundo afirmassem ser a mais indicada para o seu caso, mesmo não sabendo exatamente no que consiste a cirurgia?

Esta é a triste história da lobotomia, ou leucotomia.

Lobotomia

Em 1935, o neurologista português Egas Moniz descobriu uma solução quase milagrosa para os comportamentos obsessivos e depressivos: cortar as conexões entre os lobos frontais e o resto do cérebro.

Isso diminuía os comportamentos violentos observados em pacientes de hospitais psiquiátricos. Se o paciente ficava apático e "tranquilo", isso era visto como um sucesso.

Moniz relatou ter observado melhorias dramáticas nos vinte primeiros pacientes tratados.

Foi tanto entusiasmo que a prática se alastrou por todo o globo, logo saindo dos hospitais psiquiátricos e passando a ser recomendada, por exemplo, para mulheres com depressão pós-parto.

Apesar da oposição de alguns profissionais, a cirurgia tornou-se prática comum, recomendada para tratar transtornos compulsivos, esquizofrenia e depressão.

Em 1949, Moniz ganhou o Prêmio Nobel de Medicina pela invenção da lobotomia. A cirurgia alcançou então o pico de sua popularidade.

Medicina bárbara

Hoje a lobotomia é vista como uma prática bárbara: são feitos dois furos, um de cada lado do cérebro.

Uma ferramenta simples de metal, com um cabo de madeira, é passada de um lado para o outro, rompendo as conexões nervosas dos lobos frontais com o restante do cérebro.

O efeito para o paciente é devastador: ele é mentalmente mutilado, praticamente deixando de existir como pessoa.

E os argumentos dos muitos cirurgiões que ganharam fama com a prática pareceram bem sólidos na época: segundo eles, o encarceramento em hospitais psiquiátricos parecia ser uma alternativa pior.

Anular o paciente enquanto pessoa parecia então uma alternativa razoável, já que ela já estava de fato anulada, e ainda sofria violências de todos os tipos.

Felizmente, na década de 1950, a lobotomia caiu rapidamente em desuso.

Em primeiro lugar, pelo grande número de cirurgias fracassadas. E, em segundo, pelo desenvolvimento de drogas psiquiátricas que também "desligavam" os pacientes violentos sem a necessidade da cirurgia.

Aprendemos a lição?

Será que o mundo aprendeu a lição?

O Prêmio Nobel de Medicina Egas Moniz acreditava que os comportamentos obsessivos eram gerados por circuitos defeituosos no cérebro.

Quantas pesquisas atuais não tentam explicar inúmeras condições por "genes defeituosos"?

Até mesmo comportamentos como simpatia, sociabilidade e altruísmo já foram devidamente "explicados" pela ativação ou desativação de algum gene.

Você não é capaz de saber se outra pessoa é simpática no primeiro contato? Pois uma pesquisa ganhou recentemente as manchetes afirmando não que os humanos sentem a simpatia, mas que eles "detectam o gene da sociabilidade em 20 segundos".

E isto deve continuar por muito tempo, conforme mais e mais universidades compram equipamentos caros de sequenciamento genético, que devem ser usados por mais e mais alunos de doutoramento e pós-doutoramento, que continuarão emitindo explicações e dando resultados baseados no mesmo pressuposto.

E qual é esse pressuposto? O de que o homem, fisiológica e psicologicamente, é aquilo que seus genes dizem que ele é.

Há uma grande corrente que prefere a epigenética, que seria mais razoável, admitindo que pode ser a simpatia que ativa o gene, e não o contrário, mas esta corrente ainda está longe de ser predominante.

Ciência bárbara

Hoje a lobotomia é considerada uma prática bárbara, bizarra e grotesca.

Será que não há tratamentos hoje recomendados que foram desenvolvidos com base em pressupostos "científicos" igualmente bárbaros, bizarros e grotescos?

O pressuposto básico da chamada "ciência oficial" é a de que o ser humano é um animal cuja mente, cuja consciência, ou como se queira chamar o que a filosofia historicamente chama de "espírito humano", é um produto inteiramente gerado pela sua fisiologia.

Em uma comparação com o mundo da tecnologia, o software do homem emana do seu hardware. Logo, qualquer correção, de qualquer defeito, deve ser feita no hardware.

É claro que há inúmeros cientistas que discordam disso. Mas eles não podem publicar isto em seus artigos científicos porque isso não seria considerado ciência. E isto realimenta o processo, uma vez que o pressuposto básico do "homem-unicamente-animal" não encontra oposição.

Na época da lobotomia, inúmeros cientistas também se apresentaram como opositores da cirurgia, mas o argumento de que a alternativa era pior venceu.

Esse argumento da "alternativa pior" continua sendo usado hoje em muitos casos.

Mesmo quando travestido ele pode ser identificado, por exemplo, quando protocolos médicos recomendam determinados exames preventivos em determinada idade e os interesses comerciais começam a reduzir essa idade cada vez mais, apenas para vender mais exames - "Você quer se arriscar a ter câncer?", ameaçam os "vendedores".

E os medicamentos que vieram ajudar a eliminar a lobotomia hoje são prescritos também para crianças que apresentam apenas um comportamento agitado na escola, graças à onda da medicalização de quase todos os comportamentos.

Ciência humana

Os fatos indicam que ainda não estamos isentos de novos barbarismos. Para limitar sua ocorrência, só mesmo o surgimento de uma ciência verdadeiramente humana.

No caso da Medicina, de uma ciência médica que nunca se esqueça de que seu pressuposto básico é que ela estará sempre tratando de seres humanos, que têm corpo e espírito, e não de animais humanos, animais aos quais sempre se negou uma alma.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Ecoeficiência de sacolas depende do comportamento do consumidor

Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/noticias

Em tempos de ecoeficiência, há quem acredite que as sacolas retornáveis são a melhor opção na hora de fazer compras.

Mas, de acordo com um estudo inédito, realizado pela Fundação Espaço ECO e Instituto Akatu, não é tão simples assim dizer que as sacolas retornáveis são melhores para o meio ambiente.

O estudo concluiu que a a ecoeficiência de cada tipo de sacola depende do hábito do consumidor.

Ciclo de vida das sacolas plásticas

Os pesquisadores analisaram o chamado "ciclo de vida" de oito opções de sacolas disponíveis no mercado brasileiro.

Isso incluiu sacolas descartáveis (de polietileno tradicional, de polietileno de cana-de-açúcar e as aditivadas com promotor de oxibiodegradação) e algumas retornáveis (papel, ráfia, tecido e TNT - tecido não-tecido).

Todas foram avaliadas para um período de um ano.

Foram considerados vários cenários, envolvendo maior ou menor volume de compras, maior ou menor frequência de idas ao supermercado e de descarte do lixo, matéria-prima utilizada na produção das sacolas, capacidade de carga, custo de cada uma, número de vezes em que é utilizada, reutilização ou não da sacola como saco de lixo e envio ou não para reciclagem.

"Percebemos que cada material tem um desempenho mais adequado dependendo da função e da maneira como é empregado", explica o gerente de ecoeficiência da Fundação Espaço ECO, Emiliano Graziano.

Vantagens e desvantagens de cada tipo de sacola

Segundo o pesquisador, a relação entre o número de idas do consumidor ao supermercado, o número de vezes que ele dispõe seu lixo em sacolas plásticas e o tamanho de sua compra definem quais sacolas são mais eficientes do ponto de vista da preservação ambiental.

Segundo os pesquisadores, as sacolas descartáveis são vantajosas em um cenário considerado de poucas compras (até duas idas ao supermercado por semana).

Já em situações de mais compras (mais de três visitas semanais ao supermercado), as sacolas descartáveis só seriam vantajosas se usadas no descarte de lixo ao menos três vezes por semana.

As sacolas de papel não se mostraram vantajosas em relação às demais em nenhum tipo de cenário. O motivo é a baixa capacidade de carga, reúso e reciclagem.

"O papel, por ter ficado como alternativa mais impactante no caso base do estudo, não significa que será sempre pior nas situações em que pode ser substituído pelo plástico. Ou seja, o desempenho da sacola de papel, como também ocorre nas outras alternativas, está diretamente ligada ao seu eco design (forma, estrutura, quantidade de matéria-prima empregada) e à sua condição de uso e durabilidade," esclarece Graziano.

A sacola oxidegradável também não apresentou desempenho ambiental melhor do que a sacola descartável tradicional.

Polêmicas

O resultado é contrário ao que tem sido apregoado pela mídia, mas é coerente com outras pesquisas:

Lei da sacola plástica erra o alvo, diz especialista
Ciência ambiental: não troque as sacolas plásticas ainda


Este estudo, foi financiado pela Braskem, maior produtora de resinas termoplásticas das Américas, portanto, com interesses na questão.

Por outro lado, a empresa já fabrica também plásticos à base de cana-de-açúcar e teve o primeiro plástico verde certificado do mundo.

Outra crítica é que o trabalho não incluiu entre os fatores de impacto ambiental o tempo de decomposição de cada um dos materiais, principal preocupação daqueles que se opõem às sacolas plásticas.

Ou seja, perdeu-se uma boa oportunidade para um parecer científico sobre o assunto.

Hoje a população recebe como informação apenas boatos e mitos: é possível encontrar na imprensa estimativas de degradação das sacolas plásticas que variam de 50 a 1.000 anos, sem a citação de nenhum estudo científico para embasar as afirmações.

Fabricantes vão reduzir benzeno nos refrigerantes até 2017

Fonte: Diário da Saúde

Cinco anos

As principais marcas de refrigerante light ou diet cítrico terão menos benzeno nos próximos anos.

O benzeno é uma substância que pode provocar câncer.

Responsáveis por quase 90% do mercado brasileiro, as empresas Coca-Cola, Schincariol e Ambev comprometeram-se a reduzir a quantidade de benzeno em suas bebidas ao máximo de 5 ppb (partes por bilhão) ou 5 microgramas por litro.

Este é o mesmo parâmetro usado para a água potável.

Mas isto só em 2017. Até lá os consumidores que continuarem consumindo os produtos continuarão sujeitos ao benzeno.

Bebidas cítricas sem açúcar

A meta foi acertada com o Ministério Público Federal (MPF) em Minas Gerais.

A medida demorou dois anos, desde que, em 2009, a Associação de Consumidores Proteste apontou alta concentração de benzeno em refrigerantes no Brasil.

Em 2009, a associação analisou 24 amostras de diversos refrigerantes e detectou a presença de benzeno em sete delas.

Depois da pesquisa, o MPF começou a investigar o caso.

Benzeno nos refrigerantes

Nos refrigerantes, o benzeno surge da mistura do ácido benzóico com a vitamina C.

Nos refrigerantes normais esse processo não ocorre por causa do açúcar, que inibe a reação química.

No Brasil, não existe limite de benzeno para os refrigerantes.

A legislação sanitária prevê valor somente para a água potável, de 5 ppb (partes por bilhão), igual ao adotado pelos Estados Unidos.

De acordo com a associação Proteste, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estabelece em até 10 ppb a quantidade de benzeno para a água. Na União Europeia, é 1 ppb.

Estudos de mais de três décadas atrás apontam que a exposição ao benzeno eleva o potencial de câncer e doenças no sangue.

"Ele é tóxico e causador de leucemia e outros tumores, dependendo da quantidade e do tempo de exposição", disse o presidente da Associação Brasileira de Hemoterapia e Hematologia (ABHH), Cármino de Souza.

Cancerígeno, benzeno requer controle social


Cuidado com o benzeno

A maioria das pesquisas avaliou públicos específicos, como trabalhadores dos setores petroquímico e de siderurgia, que lidam diretamente com a substância.

O médico explicou que ainda há pouca informação sobre os efeitos do benzeno na saúde da população em geral, mas advertiu que a menor exposição ao agente químico diminui as chances de doenças sanguíneas. "Temos contato com benzeno diariamente. O ideal é zero, o mínimo possível".

O benzeno está presente na fumaça do cigarro e dos carros. É também usado na fabricação de plásticos, borrachas e detergentes.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Da geração de renda à inclusão digital: alternativas para o lixo eletrônico

Fonte: Agência USP

Porém, quando você decide trocar o seu aparelho eletrônico, vê apenas a possibilidade de se livrar de uma “sucata” ou melhor, de um “lixo tecnológico”. Afinal, aquele computador que você comprou na segunda metade da década passada, com um “moderno” leitor de CD/DVD, não passa de sucata perto dos atuais modelos “ All-in-One”.
 
Nada contra você querer atualizar os seus equipamentos, muito pelo contrário. Mas existem alguns dados sobre o assunto que talvez você (ainda) não saiba. Um deles é que equipamentos eletrônicos como computadores, impressoras, carregadores de celular, pilhas e baterias que você descarta, têm, em sua composição, dezenas de substâncias que podem contaminar as outras pessoas, os animais e o meio ambiente, como metais pesados (chumbo, cádmio, mercúrio) e outros elementos tóxicos. Por isso, o descarte deve ser feito de maneira adequada e nunca no lixo comum.

É provável também que você nunca tenha pensado que o seu lixo eletrônico pode se transformar em uma grande oportunidade de crescimento para outras pessoas, caso passe por uma reforma. E que talvez esta seja a única maneira que uma criança ou jovem de uma comunidade carente tenha para aprender a utilizar um computador.

“Brasil descarta 96,8 mil toneladas de computadores por ano.
Em 1 tonelada de PCs existe mais ouro do que 17 toneladas
de minério bruto do metal“


Geração global de lixo eletrônico cresce cerca de 40 milhões de toneladas/ano

Do lixo eletrônico aos recursos
Mas o mais importante nesta história é que você não está sozinho: assim como você, milhões de pessoas em todo o mundo estão fazendo a mesma coisa: trocando suas “sucatas” eletrônicas por aparelhos mais modernos. O resultado disso é assustador: a geração global de lixo eletrônico cresce cerca de 40 milhões de toneladas por ano, de acordo com o relatório Recycling – from e-waste to resources (Reciclando – do lixo eletrônico aos recursos) publicado em fevereiro de 2010 pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA). Segundo o documento, o Brasil descarta 96,8 mil toneladas de computadores por ano.

O relatório analisa a situação do lixo eletrônico na África do Sul, Quênia, Uganda, Marrocos, Senegal, Peru, Colômbia, México, Brasil, Índia e China. De acordo com o documento do PNUMA, os aparelhos eletrônicos possuem placas com circuitos eletrônicos que podem chegar a utilizar mais de 60 tipos de elementos químicos. O crescimento do consumo no setor aumentou a utilização de recursos naturais para suprir esta necessidade e isto está levando a escassez destes recursos. Por outro lado, o descarte inadequado de aparelhos obsoletos contamina o meio ambiente, pois estes elementos químicos ou são valiosos ou são tóxicos, ou ambos. As atividades de mineração consomem altas taxas de combustível, com alta geração de CO2, contribuindo negativamente para o efeito estufa.

Portanto, o mais sensato seria recuperar os metais utilizados nos aparelhos descartados do que produzir novos metais, ou seja, “minerar” o lixo eletrônico: uma tonelada de telefone celular sem bateria contém 3,5 quilos de prata, 340 gramas de ouro, 140 gramas de paládio e 130 quilos de cobre. Segundo o relatório, em 2007, mais de 1 bilhão de celulares foram vendidos em todo o mundo, um aumento de 896 milhões em comparação a 2006. Especialistas no setor apontam que em 1 tonelada de PCs existe mais ouro do que 17 toneladas de minério bruto do metal. Por isso, é fundamental que a sociedade se mobilize para encontrar alternativas para lidar com essa realidade.


“Uma tonelada de telefone celular sem bateria contém
3,5 quilos de prata, 340 gramas de ouro,
140 gramas de paládio e 130 quilos de cobre”


Alternativas viáveis
Nesta reportagem especial, vamos abordar o trabalho realizado pelo Centro de Descarte e Reuso de Resíduos de Informática (CEDIR) da USP, um projeto pioneiro no setor público iniciado em dezembro de 2009 e que se tornou uma referência nacional no tratamento adequado de resíduos eletrônicos.
 
CEDIR: galpão de 400 metros quadrados na Cidade Universitária, em São Paulo

Em um galpão de cerca de 400 metros quadrados localizado no campus da Cidade Universitária, em São Paulo, o CEDIR recebe CPUs, monitores, teclados, mouses, estabilizadores, no-breaks, impressoras, telefones, celulares, fios e cabos, CDs, DVDs e pequenos objetos como câmeras fotográficas, pilhas, baterias e cartuchos descartados pela comunidade uspiana e também de pessoas físicas. Mas nem pense em levar a sua geladeira velha: eles não recebem eletrodomésticos.

Os equipamentos que ainda têm condições de serem reaproveitados passam por uma reforma e são encaminhados para projetos sociais cadastrados sob a forma de empréstimo, ou seja, serão devolvidos ao CEDIR no fim de sua vida útil. Os equipamentos que não podem ser reaproveitados são desmontados, e as peças ou são separadas e encaminhadas para recicladores,  ou são utilizadas como reposição para outras máquinas. Desde a sua inauguração, mais de 600 equipamentos, entre computadores e impressoras, já foram cedidos tanto para unidades da USP como também para entidades sociais cadastradas.

Inclusão digital e geração de renda
Nós fomos conhecer uma dessas entidades: o Clube de Mães Novo Recreio, na periferia de Guarulhos, na região metropolitana de São Paulo. Desde 2010, graças aos 20 computadores recebidos via empréstimo do CEDIR, crianças, jovens e adultos da comunidade passaram a ter aulas de informática, levando a inclusão digital a um lugar onde o asfalto ainda não chegou.
 
Projetos sociais recebem computadores reciclados por meio de empréstimo

Outra vertente do trabalho é a capacitação de catadores de material reciclado. Em 2010, o CEDIR e o Instituto Gea Ética e Meio Ambiente foram contemplados por um projeto da Petrobras que está possibilitando o treinamento de catadores para a reciclagem correta de eletrônicos. Especialistas da área contam que, para desmontar monitores e televisores de tubo, muitos catadores simplesmente dão marretadas no equipamento. O problema é que, fazendo isso, o chumbo e o fósforo que compõe esses equipamentos são liberados, contaminando o ambiente e as pessoas. O curso visa a capacitação de catadores para lidarem com lixo eletrônico sem prejudicar a si mesmos ou a natureza.

Nós fomos ao CEDIR, ao Clube de Mães Novo Recreio, além de acompanharmos uma das aulas do curso que capacita catadores para a reciclagem segura de equipamentos eletrônicos. E produzimos três vídeos sobre cada uma das iniciativas.
 
Treinamento na USP: gerando renda para catadores e protegendo meio ambiente

Este especial fala um pouco sobre o Plano Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) e de uma iniciativa da USP que serviu de inspiração para gestores públicos repensarem as licitações na área de tecnologia. Comentaremos a triste realidade de países pobres da África, como Gana, que se transformou em “depósito” de lixo eletrônico. E para finalizar, alguns links interessantes que vão nortear o leitor para o encaminhamento correto de equipamentos eletrônicos. Boa leitura!