terça-feira, 17 de julho de 2012

Anvisa divulga suplementos alimentares com riscos à saúde

Fonte: Diário da Saúde

Efeitos tóxicos

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) emitiu um alerta sobre o consumo de alguns suplementos alimentares.

Segundo a agência, produtos como Jack3D, Oxy Elite Pro, Lipo-6 Black, entre outros, podem causar graves danos à saúde das pessoas.

De acordo com o alerta da Agência, alguns desses suplementos contêm ingredientes que não são seguros para o consumo como alimentos ou contêm substâncias com propriedades terapêuticas, que não podem ser consumidas sem acompanhamento médico.

Os danos à saúde podem incluir efeitos tóxicos, em especial no fígado, disfunções metabólicas, danos cardiovasculares, alterações do sistema nervoso e, em alguns casos, levar até a morte.

Suplementos importados

A regulamentação sanitária brasileira permite que pessoas físicas importem suplementos alimentares para consumo próprio, mesmo que esses produtos não estejam regularizados na Anvisa.

Mas eles não podem ser vendidos no comércio.

Alimentos apresentados em formatos farmacêuticos (cápsulas, tabletes ou outros formatos destinados a serem ingeridos em dose) só podem ser comercializados depois de avaliados quanto à segurança de uso, quando se considera eventuais efeitos adversos.

Isso inclui um registro específico junto à Anvisa.

Segundo o diretor da Anvisa, produtos conhecidos popularmente como suplementos alimentares não podem alegar propriedades ou indicações terapêuticas.

"Propagandas e rótulos que indicam alimentos para prevenção ou tratamento de doenças ou sintomas, emagrecimento, redução de gordura, ganho de massa muscular, aceleração do metabolismo ou melhora do desempenho sexual são ilegais e podem conter substâncias não seguras para o consumo", alerta Álvares.

Dicas para identificar suplementos que não estão regularizados no Brasil

- Promessas milagrosas e de ação rápida, como "Perca 5 kg em 1 semana!";

- Indicações de propriedades ou benefícios cosméticos, como redução de rugas, de celulite, melhora da pele etc.

- Indicações terapêuticas ou medicamentosas, como cura de doenças, tratamento de diabetes, artrites, emagrecimento, etc.

- Uso de imagens e ou expressões que façam referência a hormônios e outras substâncias farmacológicas;

- Produtos rotulados exclusivamente em língua estrangeira;

- Uso de fotos de pessoas hiper-musculosas ou que façam alusão à perda de peso;

- Uso de panfletos e folderes para divulgar as alegações do produto como estratégia para burlar a fiscalização;

- Comercializados em sites sem identificação da empresa fabricante, distribuidora, endereço, CNPJ ou serviço de atendimento ao consumidor.

Recomendações aos consumidores

Se você usa ou tem intenção de usar "suplementos alimentares", a Anvisa recomenda:

- Solicite auxílio de seu nutricionista ou médico para a identificação de produtos seguros e regularizados junto à Anvisa;

- Desconfie se o produto for "bom demais para ser verdade"! Ter um corpo definido e emagrecer nem sempre é rápido ou fácil, principalmente de forma saudável;

- Consumidores que adquiriram produtos que contém DMAA na composição devem buscar orientação junto à autoridade sanitária local sobre a destinação adequada dos mesmos;

- Mais informações podem ser obtidas junto à Central de Atendimento da Anvisa: 0800 642 9782

terça-feira, 10 de julho de 2012

Lixo recebe toneladas de ouro e prata por ano

Fonte: http://agencia.fapesp.br/15846

Agência FAPESP – O lixo eletrônico é um problema importante e também valioso. Segundo instituições ligadas à Organização das Nações Unidas (ONU), cerca de 320 toneladas de ouro e 7,5 mil toneladas de prata são utilizadas anualmente para a produção de aparelhos eletrônicos como computadores,tablets e celulares.

O valor dos metais empregados soma cerca de US$ 21 bilhões – US$ 16 bilhões em ouro e US$ 4 bilhões em prata – a cada ano e, quando os aparelhos são descartados, menos de 15% do ouro e da prata são recuperados.

O resultado do acúmulo constante é que o lixo eletrônico mundial contém “depósitos” de metais preciosos de 40 a 50 vezes mais ricos do que os contidos no subsolo, de acordo com dados apresentados na semana passada em reunião organizada pela Universidade das Nações Unidas e pela Global e-Sustainability Initiative (GeSI) em Gana, África.

As quantidades de ouro e prata que vão parar no lixo aumentam à medida que crescem as vendas de aparelhos como os tabletes, cujas vendas em 2012 deverão chegar a 100 milhões de unidades em todo o mundo, número que deverá dobrar até 2014.

Produtos elétricos e eletrônicos consumiram 197 toneladas em 2001, equivalentes a 5,3% da oferta mundial do metal. Em 2011, foram 320 toneladas, com 7,7% do total disponível. Apesar do crescimento de cerca de 15% na oferta de ouro na última década, o preço do metal disparou, aumentando cinco vezes entre 2001 e 2011, segundo o levantamento.

“Em vez de olharmos para o lixo eletrônico como um fardo, precisamos encará-lo como uma oportunidade”, disse Alexis Vandendaelen, representande da Umicore Precious Metals Refining, da Bélgica, durante o evento.

De acordo com os especialistas, além de melhores padrões de consumo sustentável, os sistemas de reciclagem precisam melhorar para lidar com o novo tipo de lixo, mais valioso, porém mais difícil de trabalhar do que plástico ou papel.

De acordo com o levantamento feito pela GeSI e pela iniciativa Solving the E-Waste Problem (StEP) – que envolve organizações da ONU, da sociedade civil e empresas –, cerca de 25% do ouro é perdido e não pode ser recuperado por conta dos processos de desmanche empregados nos países mais desenvolvidos. Nos países em desenvolvimento, o total inviabilizado chega a 50%.

Para os especialistas presentes na reunião em Gana, o lixo eletrônico não deve ser encarado como lixo, mas como recurso, uma vez que representa uma importante fonte de renda e sua reciclagem é fundamental para a preservação do ambiente e para o desenvolvimento sustentável.

E isso não se aplica apenas ao ouro e à prata, mas a diversos outros metais, como cobre, paládio, platina, cobalto ou estanho, contidos nos produtos eletrônicos descartados.

“Precisamos recuperar elementos raros de modo a poder continuar a fabricar produtos de tecnologia da informação, baterias para carros elétricos, painéis solares, televisores de tela plana e uma infinidade de outros produtos populares”, disse Ruediger Kuehr, secretário executivo da StEP.

“Um dia – espero que mais cedo do que tarde –, as pessoas vão olhar para trás e perguntar como foi que nós conseguimos ser tão cegos e desperdiçar tanto nossos recursos naturais”, disse Kuehr.

Mais informações: www.step-initiative.org.

terça-feira, 19 de junho de 2012

Gorduras trans naturais não fazem mal à saúde

Fonte: Diário da Saúde

Trans natural

Os estudos vêm reforçando o fato de que nem todas as gorduras trans são iguais.

Uma quantidade crescente de evidências sugerem que as gorduras trans de origem industrial são realmente uma grande ameaça à saúde e devem ser evitadas," diz o Dr. Spencer Proctor, da Universidade de Alberta, no Canadá.

No entanto, as pesquisas também revelaram uma família de "gorduras trans naturais", encontradas na carne e no leite de animais ruminantes.

Estas não apenas não são prejudiciais, como podem de fato ter propriedades benéficas à saúde.

"Estamos em um ponto na ciência onde há informações importantes para passar aos consumidores sobre as gorduras trans naturais e como elas são diferentes das 'más' gorduras trans de que tantas vezes eles ouvem falar," diz Proctor.

Contém gordura trans

O problema é que as embalagens dos alimentos apenas estampam a informação "Contém Gordura Trans", mas não distinguem a origem, ou seja, não há na verdade a informação se aquela gordura trans é boa ou ruim.

As gorduras trans naturais são uma parte natural do leite e da carne de animais ruminantes, como produtos lácteos e carne bovina, de cabras e ovelhas, diz o Dr. Proctor. "Essas gorduras não são um problema de saúde como parte de uma dieta saudável e equilibrada."

O nome trans vem da expressão ácido graxo trans-isomérico, o nome científico desse tipo de gordura não-saturada. As gorduras trans podem ser monoinsaturadas e poli-insaturadas.

Verdade inconveniente

Com as gorduras trans agora amplamente vistas pela população como um problema de saúde, esta pode ser uma verdade inconveniente na difícil tarefa de veicular mensagens simples de saúde para o público.

Mas talvez o público não seja assim tão incapaz de processar informações um pouco mais complexas, como os burocratas da saúde acreditam.

É por isso que Dr. Proctor se dispôs a vir ao público chamar a atenção para o assunto. Segundo ele, leia o rótulo, mas não julgue a informação sobre gordura trans como estritamente negativa.

Em vez disso, pergunte: é uma gordura trans industrial ou natural?

No primeiro caso, fuja dela; no segundo, não.

Estamos bebendo água demais?

Fonte: http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=bebendo-agua-demais&id=7874&nl=nlds

Líquidos, não apenas água

Nossos corpos precisam de cerca de dois litros de líquidos por dia.

Mas isso não significa que precisem ser especificamente dois litros de água.

Em um editorial na última edição do Journal of Public Health, Spero Tsindos e seus colegas da Austrália e Nova Zelândia discutem por que a população passou a consumir tanta água.

Consumo, não saúde

O Dr. Tsindos acredita que o incentivo para que as pessoas passassem a beber mais água foi impulsionado por interesses escusos, em vez de uma necessidade real em busca de uma melhor saúde.

"Trinta anos atrás você não via uma garrafa de água em qualquer lugar, agora elas aparecem como acessórios de moda."

"Como símbolo de gratificação instantânea e status, a própria garrafa em si é vista como bacana e imponente," disse Tsindos.

Peso da água

O pesquisador também discute o papel da água na nossa busca constante pela perda de peso.

"Beber grandes quantidades de água por si só não causa perda de peso. Uma dieta de baixa caloria também é necessária."

"As pesquisas também têm revelado que a água no alimento que ingerimos tem um benefício maior na redução de peso do que evitar completamente os alimentos. Devemos dizer às pessoas que bebidas como chá e café contribuem para as necessidades de fluidos de uma pessoa e que, apesar de seu teor de cafeína, não levam à desidratação."

"Precisamos manter o equilíbrio de fluidos e devemos beber água, mas também devemos levar em conta os fluidos nas frutas e vegetais não processados, além dos sucos," conclui ele.

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Açúcar demais pode emburrecer, diz estudo

Açúcar demais pode emburrecer, diz estudo: Atenção estudantes, ficar tomando refrigerante e beliscando doces por umas seis semanas é o suficiente para emburrecer você e fazê-lo sair-se mal nas provas.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Cientistas fazem mapa dos elétrons de uma única molécula

Site Inovação Tecnológica

Mapa de distribuição de cargas

Pesquisadores da IBM conseguiram captar pela primeira vez imagens da distribuição das cargas elétricas em uma única molécula - essencialmente um mapa dos elétrons da molécula.

As imagens revelam detalhes de uma complexa "dança" de elétrons, mostrando a distribuição de energia entre os segmentos da molécula.

Os cientistas já haviam medido a carga elétrica e até o spin de um átomo individual, embora o que mais tenha sido comemorado tenha sido a foto de átomo neutro.

Mas a coisa é mais complicada quando se lida com moléculas, conforme a mesma equipe já havia demonstrado em 2009, quando fez a primeira "fotografia" de uma molécula individual.

PARA LER O ARTIGO COMPLETO, CLIQUE NO LINK ACIMA!

Bibliografia:

Imaging the charge distribution within a single molecule
Fabian Mohn, Leo Gross, Nikolaj Moll, Gerhard Meyer
Nature Nanotechnology
26 February 2012
Vol.: Published online
DOI: 10.1038/nnano.2012.20

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

Planta medicinal é nova esperança no combate ao alcoolismo

Fonte: Diário da Saúde

 

A Holvenia dulcis - cajueiro-japonês - é usada há séculos para combater os efeitos da embriaguez.[Imagem: Wikipedia]

 

 

Planta medicinal anti-ressaca

Cientistas da Universidade da Califórnia (EUA) descobriram que um componente de uma planta medicinal anti-ressaca pode combater os efeitos da intoxicação alcoólica aguda, bem como os sintomas da abstinência do álcool.

Isso abre a possibilidade de que o composto venha a ser usado tanto no atendimento a pacientes em coma alcoólico quanto como um medicamento de apoio para quem quer deixar o vício da bebida.

O composto, chamado dihidromiricetina, foi extraído da planta medicinal Hovênia (Hovenia Dulcis), que possui vários nomes populares no Brasil, como cajueiro-japonês, banana-do-japão, caju-do-japão, gomari, uva-japonesa e outros.

Dihidromiricetina

Os pesquisadores descobriram que a dihidromiricetina bloqueia a ação do álcool sobre o cérebro e os neurônios, além de levar à redução voluntária no consumo de álcool.

A dihidromiricetina inibe os efeitos do álcool sobre os receptores cerebrais GABAA.

O álcool normalmente reforça a ação dos receptores GABAA de diminuição da atividade cerebral, reduzindo a capacidade de comunicação e aumentando a sonolência - sintomas comuns da embriaguez.

Assim como a planta medicinal, que é usada há séculos para combater os efeitos da ingestão excessiva de álcool, o composto também não apresentou efeitos colaterais nos testes iniciais, feitos em cobaias.

Segundo os doutores Jing Liang e Richard Olsen, o próximo passo da pesquisa é avaliar o fármaco em voluntários humanos.

Medicamentos contra o alcoolismo

A expectativa é que, além de combater o mal-estar provocado pela bebida entre aqueles que não querem parar de beber, o composto possa ser usado em situações mais graves, de intoxicação alcoólica, e no auxílio a pessoas que querem deixar o vício.

Segundo a Organização Mundial de Saúde, cerca de 76 milhões de pessoas são viciadas em álcool em todo o mundo, dentre as quais apenas 13% recebem um tratamento médico adequado.

Ainda segundo a OMS, a principal causa dessa falta de apoio aos alcoólatras é a inexistência de medicamentos eficazes que possam auxiliar nos tratamentos.